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	<title>Universo da Inteligência</title>
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	<description>Cultivando Mentes Brilhantes</description>
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		<title>Alzheimer</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 23:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Cientistas descobrem papel de células cerebrais no desenvolvimento de Alzheimer http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2011/10/25/cientistas-descobrem-papel-de-celulas-cerebrais-no-desenvolvimento-de-alzheimer.jhtm 25/10/2011 Em Madri uma equipe liderada por pesquisadores do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha descobriu que os astrócitos, as células mais presentes no cérebro, têm papel &#8220;chave&#8221; no desenvolvimento do mal de Alzheimer. Até agora se sabia que a inflamação do cérebro associada à &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=864">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cientistas descobrem papel de células cerebrais no desenvolvimento de Alzheimer</p>
<p><span id="more-864"></span></p>
<p>http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2011/10/25/cientistas-descobrem-papel-de-celulas-cerebrais-no-desenvolvimento-de-alzheimer.jhtm</p>
<p>25/10/2011</p>
<p>Em Madri uma equipe liderada por pesquisadores do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha descobriu que os astrócitos, as células mais presentes no cérebro, têm papel &#8220;chave&#8221; no desenvolvimento do mal de Alzheimer.</p>
<p>Até agora se sabia que a inflamação do cérebro associada à doença se desencadeia pela ação das células microgliócitas, encarregadas da defesa do sistema nervoso central.</p>
<p>Esta pesquisa determinou, no entanto, que os astrócitos interferem ativamente na formação do Alzheimer porque nele transcorre &#8220;uma fase essencial&#8221; do processo inflamatório.</p>
<p>Por meio de técnicas de engenharia genética, os cientistas reproduziram a doença em ratos e observaram como ocorre a inflamação, um processo relacionado à produção de um tipo de proteína citotóxica - denominada citoquinas -, que acaba sendo prejudicial para o cérebro no longo prazo.</p>
<p>&#8220;Se não há inflamação nos astrócitos, a doença não se desenvolve&#8221;, explica Ignacio Torres Alemán, pesquisador do CSIC do Instituto Cajal e diretor do estudo, publicado no último número da revista &#8220;Molecular Psychiatry&#8221;.</p>
<p>Desde que foram descobertos, os astrócitos são responsáveis pela sustentação e nutrição dos neurônios.</p>
<p>&#8220;Atualmente acredita-se que seu papel é mais importante e que incidem diretamente na função cerebral. Sua influência nas doenças neurodegenerativas está ganhando relevância. Nossas observações sustentam este papel central&#8221;, diz o pesquisador.</p>
<p>O trabalho abre caminho para desenvolver tratamentos que consigam atacar a doença, já que os especialistas confirmam a presença destes mesmos processos em cérebros humanos.</p>
<p>&#8220;Os antiinflamatórios foram testados em doentes sem efeitos positivos. A razão não está clara, mas agora sabemos que os remédios devem lutar seletivamente contra a inflamação destas células&#8221;, destaca Torres Alemán.</p>
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		<title>Escola da Ponte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escola da Ponte 1 &#160; Aforismo que repito sempre: ‘Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ O poeta T. S. Eliot, que o escreveu, pôs o fugitivo no singular: um ser solitário. E era assim que eu sempre me sentia, andando sozinho na direção contrária. Mas, repentinamente, descobri um &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=809">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
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<tr>
<td valign="top" width="-636%"><strong>Escola da Ponte 1</strong></td>
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<p><span id="more-809"></span></p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>&nbsp;</p>
<p>Aforismo que repito sempre: ‘Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ O poeta T. S. Eliot, que o escreveu, pôs o fugitivo no singular: um ser solitário. E era assim que eu sempre me sentia, andando sozinho na direção contrária. Mas, repentinamente, descobri um outro ‘fugitivo’, um velho de longas barbas e que fumava um charuto fedorento. Não gosto de cheiro de charutos. Mas gosto de companhia. Aproximei-me dele e o reconheci. O nome dele era Karl Marx. Fiquei espantado porque sempre pensei que ele se encontrava no meio da multidão dos que andam para a frente, os modernos, economistas, cientistas &#8211; pois foi isso que sempre disseram dele os que se diziam seus intérpretes. De fato, as roupas que ele usava eram modernas, feitas de tecido fabricado naquelas tecelagens (que ele odiava) onde trabalhavam mulheres e crianças 16 horas por dia, para enriquecer os donos. Evidentemente faltava-lhe tempo e habilidade para fazer o que fazia aquele outro retrógrado chamado Gandhi, que tecia seus próprios tecidos num tear doméstico que ele afirmava ter poderes terapêuticos e sapienciais. Percebi que ele era moderno por fora mas o seu coração era retrógrado; andava para trás. Como o meu.</p>
<p>Psicanalista, presto atenção nos detalhes, os lapsus, e foi assim que descobri esse segredo que ninguém mais sabia: um pequeno texto&#8230;Ele dizia nesse texto que o operário, ao ver o objeto que produzira, tinha de ver o seu próprio rosto refletido nele. Cada objeto tem de ser um espelho, tem de ter a cara daquele que o produziu. Quando o operário vê seu rosto refletido no objeto que ele produziu ele sorri feliz. O trabalho, com todo o seu sofrimento, valeu a pena: foi dor de parto.</p>
<p>Agora, meu leitor, lhe peço: ande por sua casa e examine os objetos modernos que há por lá: liquidificadores, torradeiras, fogões, computadores. Olhando para eles, cara de quem você vê? Se, ao invés de estar comprando um desses objetos numa dessas lojas que vendem tudo para fazer sua mãe feliz &#8211; eles, os vendedores, acham que sua mãe é muito curta de inteligência e de sentimentos &#8211; você estiver numa exposição de arte &#8211; esculturas do Santos Lopes, esse extraordinário artista português, por exemplo &#8211; e você se apaixonar por uma delas &#8211; você poderá procurar um lugar, na escultura, onde ele colocou a sua assinatura. Você compra a escultura, leva-a para sua casa, põe na sala, e se eu for visitá-lo, ao ver a escultura, direi imediatamente, antes de examiná-la: ‘Ah! Você tem uma Santos Lopes!’ Todas as esculturas do Santos Lopes têm a cara dele (mesmo que ele não as assine; são inconfundíveis!). Mas o nome de que artesão irei dizer ao ver seu liquidificador, sua torradeira, seu computador, sua esferográfica? Esses objetos foram feitos por pessoas sem nome. Foram produzidos em linhas de montagem. São todos iguais. Quando ficam velhos são jogados fora e outros, novos, também produzidos em linhas de montagem, são comprados. Operários que trabalham em linhas de montagem não assinam as suas obras &#8211; porque não são deles &#8211; e nem vêem o seu rosto refletido nelas. Foi isso que me fez concluir, a partir da pequena afirmação de Marx, que ele destruiria as linhas de montagem, se pudesse, voltando então a um tempo passado onde cada obra era espelho com assinatura. Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia, o atelier do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto do que o produzira, cada objeto uma experiência de felicidade narcísica. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.</p>
<p>Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa linha de montagem. De maneira simplificada: uma esteira que se movimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma peça original à qual, à medida que a esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isso é, que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da ‘peça original’, como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a ‘peça original’ praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.</p>
<p>Nossas escolas são construídas segundo o modelo das linhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a produção de unidades bio-psicológicas móveis portadoras de conhecimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades bio-psicológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualidade-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades bio-psicológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de ‘alunos’.</p>
<p>As linhas de montagem denominadas escolas se organizam segundo coordenadas espaciais e temporais. As coordenadas espaciais se denominam ‘salas de aula’. As coordenadas temporais se denominam ‘anos’ ou ‘séries’. Dentro dessas unidades espaço-tempo os professores realizam o processo técnico-científico de acrescentar sobre os alunos os saberes-habilidades que, juntos, irão compor o objeto final. Depois de passar por esse processo de acréscimos sucessivos &#8211; à semelhança do que acontece com os objetos originais na linha de montagem da fábrica &#8211; o objeto original que entrou na linha de montagem chamada escola (naquele momento ele chamava ‘criança’) perdeu totalmente a visibilidade e se revela, então, como um simples suporte para os saberes-habilidades que a ele foram acrescentados durante o processo. A criança está, finalmente, formada, isso é, transformada num produto igual a milhares de outros. ISO-12.000: está formada, isto é, de acordo com a forma. É mercadoria espiritual que pode entrar no mercado de trabalho.</p>
<p>Aí o meu companheiro de direção contrária me perguntou se não seria possível mudar as coisas. Abandonar a linha de montagem de fábrica como modelo para a escola e, andando mais para trás, tomar o modelo medieval da oficina do artesão como modelo para a escola. O mestre-artesão não determinava como deveria ser o objeto a ser produzido pelo aprendiz. Os aprendizes, todos juntos, iam fazendo cada um a sua coisa. Eles não tinham de reproduzir um objeto ideal escolhido pelo mestre. O mestre estava a serviço dos aprendizes e não os aprendizes a serviço dos mestres. O mestre ficava andando pela oficina, dando uma sugestão aqui, outra ali, mostrando o que não ficara bem, mostrando o que fazer para ficar melhor (modelo maravilhoso de ‘avaliação’). Trabalho duro, fazer e refazer. Mas os aprendizes trabalham sem que seja preciso que alguém lhes diga que devem trabalhar. Trabalham com concentração e alegria, inteligência e emoção de mãos dadas. Isso sempre acontece quando se está tentando produzir o próprio rosto (e não o rosto de um outro). Ao final, terminado o trabalho, o aprendiz sorri feliz, admirando o objeto produzido.</p>
<p>São extraordinários os esforços que estão sendo feitos para fazer nossas linhas de montagem chamadas escolas tão boas quanto as japonesas. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma escola retrógrada, artesanal&#8230;</p>
<p>Impossível? Eu também pensava. Mas fui a Portugal e lá encontrei a escola com que sempre sonhara: a Escola da Ponte. Me encantei vendo o rosto e o trabalho dos alunos: havia disciplina, concentração, alegria e eficiência.</p>
<p><em>Domingo que vem falarei sobre ela. (Correio Popular, Caderno C, 14/05/2000 – publicada originalmente com o título: Quero uma escola retrógrada.)</em></td>
</tr>
</tbody>
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		<title>Escola da Ponte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escola da Ponte 2 &#160; Tudo começou acidentalmente num lugar de Portugal cujo nome eu nunca ouvira: Vila Nova de Famalicão. Posteriormente me ensinaram que era a cidade onde vivera Camilo Castelo Branco, romancista gigante de vida trágica. Menino ainda, li o seu livro Amor de Perdição, evidentemente sem nada compreender. Li porque não tinha &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=807">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
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<tr>
<td valign="top" width="-636%"><strong><strong>Escola da Ponte 2</strong></strong></td>
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<p><span id="more-807"></span></p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
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<td>&nbsp;</p>
<p>Tudo começou acidentalmente num lugar de Portugal cujo nome eu nunca ouvira: Vila Nova de Famalicão. Posteriormente me ensinaram que era a cidade onde vivera Camilo Castelo Branco, romancista gigante de vida trágica. Menino ainda, li o seu livro Amor de Perdição, evidentemente sem nada compreender. Li porque não tinha outra coisa para fazer e o livro estava lá, na estante do meu pai. Camilo se apaixonou por uma mulher casada que, por sua vez se apaixonou por ele, e os dois fugiram para viver um amor louco e criminoso. Naqueles tempos do século passado adultério era crime, o marido traído pôs a polícia ao encalço do sedutor que foi preso e passou anos na prisão &#8211; sem que o seu amor diminuísse. Imagino que o título do seu livro ‘Amor de Perdição’ tenha sido inspirado por sua própria desgraça. Mas o marido finalmente morreu e os dois apaixonados viveram o resto de suas vidas na casa que pertencera ao marido. Velho, Camilo Castelo Branco ficou cego e foi abandonado pelos amigos. De tristeza, pôs um fim à sua vida. A casa é hoje um museu.</p>
<p>Existe ali um Centro de Formação Camilo Castelo Branco, dirigido pelo professor Ademar Santos. Pois há alguns anos atrás, por obra de uma brasileira que lá vive, chegou às mãos do professor Ademar um livrinho meu, velho e surrado, Estórias de quem gosta de ensinar. O Ademar sentiu logo que éramos conspiradores de idéias, passou a caçar o que eu escrevia, descobrindo-me finalmente nas crônicas que publico aqui no Correio Popular aos domingos. Passamos a nos corresponder via e-mail e o Centro de Formação Camilo Castelo Branco acabou por convidar-me a lá passar uma semana. E foi o que fiz de 2 a 7 de maio. Eu já havia estado anteriormente em Portugal como turista, tendo conhecido monumentos, restaurantes e cidades. Dessa vez foi diferente. Conheci pessoas. Conversei com elas. Tive a recepção mais generosa e inteligente de toda a minha vida. Recepções generosas &#8211; isso é fácil: passeios, jantares, presentes, homenagens. Mas eu insisto no ‘inteligente’. Cada ocasião era uma aprendizagem que me assombrava. Dentre elas a Escola da Ponte. Pedi que o Ademar me desse explicações preliminares, antes da visita. Ele se recusou. Disse-me que explicações seriam inúteis. Eu teria de ver e experimentar.</p>
<p>A Escola da Ponte é dirigida por José Pacheco, um educador de voz mansa e poucas palavras. Imaginei que ele seria meu guia e explicador. Ao invés disso ele chamou uma aluna de uns 10 anos que passava e disse: ‘Será que tu poderias mostras e explicar a nossa escola a este visitante?’ Ela acenou que sim com um sorriso e passou a me guiar. Antes de entrar no lugar onde as crianças estavam ela parou para me dar a primeira explicação que tinha por objetivo, imagino, amenizar a surpresa.</p>
<p>Aqui, quando a gente vai a uma escola, sabe o que vai encontrar: salas de aulas, em cada sala um professor, o professor ensinando, explicando a matéria prevista nos programas oficiais, as crianças aprendendo. A intervalos regulares soa uma campainha &#8211; sabe-se então que vai haver uma mudança &#8211; muda-se de matéria, freqüentemente muda-se de professor, pois há professores de matemática, de geografia, de ciências, etc., cada um ensinando a disciplina de sua especialidade. Já falei sobre isso na crônica passada: as linhas de montagem.</p>
<p>É preciso imaginar o delicioso ‘portuguesh’ que se fala em Portugal para sentir a música segura e tranqüila da fala da menina. ‘Nósh não têmosh, como nas outrash escolash (daqui para frente escreverei do jeito normal&#8230;) salas de aulas. Não temos classes separadas, 1º ano, 2º ano, 3º ano&#8230; Também não temos aulas, em que um professor ensina a matéria. Aprendemos assim: formamos pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reunimo-nos com uma professora e ela, conosco, estabelece um programa de trabalho de 15 dias, dando-nos orientação sobre o que deveremos pesquisar e os locais onde pesquisar. Usamos muito os recursos da Internet. Ao final dos 15 dias nos reunimos de novo e avaliamos o que aprendemos. Se o que aprendemos foi adequado, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto.’</p>
<p>Ditas essas palavras ela abriu a porta e, ao entrar, o que vi me causou espanto. Era uma sala enorme, enorme mesmo, sem divisões, cheia da mesinhas baixas, próprias para as crianças. As crianças trabalhavam nos seus projetos, cada uma de uma forma. Moviam-se algumas pela sala, na maior ordem, tranquilamente. Ninguém corria. Ninguém falava em voz alta. Em lugares assim normalmente se ouve um zumbido, parecido com o zumbido de abelhas. Nem isso se ouvia. Notei, entre as crianças, algumas com síndrome de Down que também trabalhavam. As professoras estavam assentadas com as crianças, em algumas mesas, e se moviam quando necessário. Nenhum pedido de silêncio. Nenhum pedido de atenção. Não era necessário.</p>
<p>À esquerda da porta de entrada havia frases escritas com letras grandes, afixadas na parede. A menina explicou: ‘Aprendemos a ler lendo frases inteiras.’ Lembrei-me que foi assim que eu aprendi a ler. Minha primeira cartilha se chamava O Livro de Lili. Na primeira página havia o desenho de uma menininha com o seguinte texto, que nunca esqueci: ‘Olhem para mim./ Eu me chamo Lili./ Eu comi muito doce./ Vocês gostam de doce?/ Eu gosto tanto de doce!’ Imaginei que a diferença, talvez, fosse que o texto do Livro de Lili tinha sido escrito por uma pessoa no seu escritório. E que as frases que se encontravam escritas na parede da Escola da Ponte eram frases propostas pelas próprias crianças, frases que diziam o que elas estavam vivendo. Aprendiam, assim, que a escrita serve para dizer a vida que cada um vive. Pensei que é assim que as crianças aprendem a falar. Elas aprendem palavras inteiras, pois somente palavras inteiras fazem sentido. Elas não aprendem os sons para depois juntar os sons em palavras.</p>
<p>‘Mas é importante saber as letras na ordem certa’, ela continuou, ‘porque é assim que se aprende a ordem alfabética, necessária para o uso dos dicionários’. (Ela falava assim mesmo, não é invenção minha&#8230;)</p>
<p>Notei, numa mesa ao lado, uma menina que escrevia e consultava um dicionário. Agachei-me para conversar com ela. ‘Você está procurando no dicionário uma palavra que você não sabe?’ &#8211; perguntei. ‘Não, eu sei o sentido da palavra. Mas estou a escrever um texto para os miúdos e usei uma palavra que, penso, eles não conhecem. Como eles ainda não sabem a ordem alfabética e não podem consultar o dicionário, estou a escrever um pequeno dicionário ao pé da página do meu texto para que eles o compreendam.’ ‘Estou a escrever um texto para os miúdos’ &#8211; foi o que ela disse. Na Escola da Ponte é assim. As crianças que sabem ensinam as crianças que não sabem. Isso não é exceção. É a rotina do dia-a-dia. A aprendizagem e o ensino são um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade. Mais que aprender saberes, as crianças estão a aprender valores. A ética perpassa silenciosamente, sem explicações, as relações naquela sala imensa.</p>
<p>Na outra parede encontrei dois quadros de avisos. Num deles estava afixada a frase: ‘Tenho necessidade de ajuda em&#8230;’ E, no outro, a frase: ‘Posso ajudar em&#8230;’ Qualquer criança que esteja tendo dificuldades em qualquer assunto coloca ali o assunto em que está tendo dificuldades e o seu nome. Um outro colega, vendo o pedido, vai ajudá-la. E qualquer criança que se ache em condições de ajudar em algum assunto, coloca ali o assunto em que se julga competente e o seu nome. Assim, vai se formando uma rede de relações de ajuda.</p>
<p>Ando um pouco mais e encontro uma menina com síndrome de Down trabalhando com outras, numa mesinha. Ela trabalha de forma concentrada. Seu presença é uma presença igual à de todas as demais crianças: alguém que não sabe muitas coisas, que pode aprender muitas coisas. Acima de tudo ela aprende que ela tem um lugar importante na vida.</p>
<p>Andando, vi um texto entitulado: ‘Direitos das crianças quanto à leitura’. O primeiro direito rezava: ‘Toda criança tem o direito de não ler o livro de que não gosta.’ ‘Ah!’, pensei, ‘é possível que Jorge Luís Borges tenha andado por aqui&#8230;’ Li depois, o texto dos ‘Direitos e Deveres’, elaborados pelas próprias crianças. Dentre todos, o que mais me impressionou foi o que dizia assim: ‘Temos o direito de ouvir música na sala de trabalho para pensarmos em silêncio’&#8230;</p>
<p><em>Nesse momento eu já estava encantado! No próximo domingo eu conto mais&#8230; (Correio Popular, Caderno C, 21/05/2000 – publicada originalmente com o título: A Escola da Ponte)</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Escola da Ponte 3</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:10:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escola da Ponte 3 &#160; Encantado, continuei a explorar o espaço da Escola da Ponte &#8211; espaço que eu nunca havia imaginado &#8211; e notem que minha imaginação é muito fértil! A menina que me guiava apontou para um computador num canto da sala imensa: ‘É o computador do ‘Acho bom’ e do ‘Acho mal’. &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=805">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="99%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="-636%"><strong>Escola da Ponte 3</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="more-805"></span></p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>&nbsp;</p>
<p>Encantado, continuei a explorar o espaço da Escola da Ponte &#8211; espaço que eu nunca havia imaginado &#8211; e notem que minha imaginação é muito fértil! A menina que me guiava apontou para um computador num canto da sala imensa: ‘É o computador do ‘Acho bom’ e do ‘Acho mal’. Quando nos sentimos contentes com algo, escrevemos no ‘Acho bom’. Quando, ao contrário, nos sentimos infelizes, escrevemos no ‘Acho mal’’. Examinei o ‘Acho mal’. A curiosidade é sempre espicaçada por coisas ruins. ‘Acho mal que o Tomás dê estalos na cara da Francisca’. Pensei: ‘Ah! Tomás! Tu estás perdido! Todos já sabem o que fazes! Se continuas, certamente terás de comparecer perante o Tribunal para dares conta dos teus atos.’ E, no ‘Acho bom’ estão os louvores aos gestos e coisas boas. Treinamento dos olhos e da fala. O normal é que os olhos vejam mais as coisas ruins e que a boca tenha mais prazer em falar sobre elas. Mas lá, na Escola da Ponte, as crianças são convidadas a ver o bom, o bonito, o generoso, e a falar sobre eles.</p>
<p>Tribunal&#8230; A menina me havia falado sobre problemas de disciplina. Para tais situações as crianças estabeleceram um tribunal. Aquele que desrespeita as regras de convivência por elas mesmas estabelecidas tem de comparecer perante esse tribunal. Sua primeira pena é pensar durante três dias sobre os seus atos. Depois ele retorna, para dizer o que pensou. Minha guia não me esclareceu sobre o que acontece com os impenitentes reincidentes. Mas o culpado fui eu: não perguntei.</p>
<p>Aí fomos para o refeitório. Havia um grupo de alunos e professoras reunido à volta de uma mesa. ‘Estão a preparar a assembléia de hoje. Temos uma assembléia que se reúne semanalmente para tratar dos problemas da escola e para sugerir soluções. Aquele é o presidente’, ela me disse, apontando para um menino.</p>
<p>Ao fim do dia reuniu-se a assembléia. Fui convidado a falar alguma coisa. Havia levado comigo um carrinho, feito com uma lata de sardinha. Já escrevi sobre ele. Quando o vi pela primeira vez, numa exposição de brinquedos na Bahia, fiquei tão impressionado que a dona da exposição m\&#8217;o (Meu Deus! Fiquei infectado pela maneira portuguesa erudita de falar! Para quem não sabe: m\&#8217;o = me + o) deu como presente. Conversei com as crianças sobre o carrinho. O que me interessava não era o carrinho. Era o processo de sua produção. Brinquedo construído por um menino pobre que sonhava com um carrinho e não tinha dinheiro para comprar. Se fosse rico, era só pedir para o pai &#8211; ele compraria um carrinho eletrônico movido ao aperto de um botão, o que desenvolveria o dedo e atrofiaria a inteligência. Dinheiro demais é emburrecedor. Perguntei uma pergunta tola: ‘Em que loja se compra um carrinho assim?’ Esperava a resposta óbvia: ‘Esse carrinho não se compra em lojas&#8230;’ Uma menina levantou o dedo. O que ela disse me assombrou: ‘Esse carrinho se compra na loja das mãos’. ‘Loja das mãos’: ela me respondeu com poesia. Seguiu-se um período de perguntas. Pasmem: em nenhum momento qualquer aluno interrompeu o outro. Isso é lei que as crianças estabeleceram. Está escrito na lista de ‘Direitos e Deveres’. Pensei que o senador Antônio Carlos Magalhães e o deputado Jader Barbalho deveriam fazer um estágio na Escola da Ponte. Quem desejava falar levantava a mão e aguardava a indicação do presidente. Às cinco horas o presidente falou: ‘Já está na hora de terminar. Vou dar a palavra para mais um colega e terminaremos.’ E assim foi. Ao final, vieram conversar comigo. Uma menina me perguntou: ‘Tens mirk?’ Nem sei se é assim que se escreve. O fato é que eu nunca havia ouvido essa palavra. Ela me explicou: ‘Aquele programa de computador que permite que se converse. Quero conversar contigo&#8230;’ Não. Eu não tinha mirk&#8230; Um menininho chegou à minha frente segurando um chaveiro: uma correntinha com um pequeno sino na ponta. Ficou olhando para mim. Perguntei: ‘E isso?’ ‘Um presente para ti’, respondeu. Não me esquecerei do Sérgio&#8230;</p>
<p>Sei que vocês devem estar incrédulos. Como é possível uma escola assim, sem turmas, sem professores e aulas de português, geografia, ciências, história, em lugares e horas determinadas, de acordo com um programa, linha de montagem, com testes e conceitos ao final? Será que as crianças aprendem?</p>
<p>Respondo fazendo uma pergunta: qual é a coisa mais difícil de ser ensinada, mais difícil de ser aprendida, quem ensina não sabe que está ensinando, quem aprende não sabe que está aprendendo e, ao final, a aprendizagem acontece sempre? É a linguagem. Não existe nada, absolutamente nada que se compare à linguagem em complexidade. No entanto, sem que haja qualquer ensino formal, sem que os que ensinam a falar &#8211; pai, mãe, tio, avô, irmãos &#8211; tenham tido aulas teóricas sobre a formação da linguagem, as crianças aprendem a falar.</p>
<p>Imaginem que o ensino da linguagem se desse em escolas, segundo os moldes de linha de montagem que conhecemos: aulas de substantivos, aulas de adjetivos, aulas de verbos, aulas de sintaxe, aulas de pronúncia. O que aconteceria? As crianças não aprenderiam a falar. Por que é que a aprendizagem da linguagem é tão perfeita, sendo tão informal e tão sem ordem certa? Porque ela vai acontecendo seguindo a experiência vital da criança: o falar vai colado à experiência que está acontecendo no presente. Somente aquilo que é vital é aprendido. Por que é que, a despeito de toda pedagogia, as crianças têm dificuldades em aprender nas escolas? Porque nas escolas o ensinado não vai colado à vida. Isso explica o desinteresse dos alunos pela escola. Alguns me contestarão dizendo: ‘Mas o meu filho adora a escola!’ Pergunto: Ele adora a escola por aquilo que está aprendendo ou por outras razões? Confesso não saber de um aluno que tenha prazer em conversar com os pais sobre aquilo que está aprendendo na escola. Explica também a indisciplina. Por que haveria uma criança de disciplinar-se, se aquilo que ela tem de aprender não é aquilo que o seu corpo deseja saber? E explica também a preguiça que sentem as crianças ao se defrontar com as lições de casa. Roland Barthes tem um delicioso ensaio sobre a preguiça. Segundo ele há dois tipos de preguiça. Um deles, abençoado, é a preguiça de quem está deitado na rede de barriga cheia. Não quer fazer nada porque na rede está muito bom. O outro tipo é a preguiça infeliz, ligado inseparavelmente à escola. O aluno se arrasta sobre a lição de casa. Não quer fazê-la. A vida o está chamando numa outra direção mais alegre. Mas ele não tem alternativas. É obrigado a fazer a lição. Por isso ele se arrasta em sofrimento.</p>
<p>O conhecimento é uma árvore que cresce da vida. Sei que há escolas que têm boas intenções, e que se esforçam para que isso aconteça. Mas as suas boas intenções são abortadas porque são obrigadas a cumprir o programa. Programas são entidades abstratas, prontas, fixas, com uma ordem certa. Ignoram a experiência que a criança está vivendo. Aí tenta-se, inutilmente, produzir vida a partir dos programas. Mas não é possível, a partir da mesa de anatomia, fazer viver o cadáver. O que vi na Escola da Ponte é o conhecimento crescendo a partir das experiências vividas pelas crianças.<br />
o títiulo: A Escola da Ponte 3.)</p>
<p><em>Aí vocês me perguntarão: ‘Mas o programa é cumprido?’ Sobre isso falarei na próxima crônica. (Correio Popular, Caderno C, 28/05/2000, publicada originalmente com o título: A Escola da Ponte 2.)</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Escola da Ponte 4</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Escola da Ponte 4 Contei sobre a escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Mas existia, em Portugal&#8230; Quando a vi, fiquei alegre e repeti, para ela, o que Fernando Pessoa havia dito para uma mulher amada: ‘Quando te vi, amei-te já muito antes&#8230;’ Gente de boa memória jamais entenderá aquela escola. &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=801">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="99%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="-636%"><strong>Escola da Ponte 4</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="more-801"></span></p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>Contei sobre a escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Mas existia, em Portugal&#8230; Quando a vi, fiquei alegre e repeti, para ela, o que Fernando Pessoa havia dito para uma mulher amada: ‘Quando te vi, amei-te já muito antes&#8230;’</p>
<p>Gente de boa memória jamais entenderá aquela escola. Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são. Não. Não é preciso que as coisas continuem a ser do jeito como sempre foram.</p>
<p>Como são e têm sido as escolas? Que nos diz a memória? A imagem: uma casa, várias salas, crianças separadas em grupos chamados ‘turmas’. Nas salas os professores ensinam saberes. Toca uma campainha. Terminou o tempo da aula. Os professores saem. Outros entram. Começa uma nova aula. Novos saberes são ensinados. O que é que os professores estão fazendo? Estão cumprindo um ‘programa’. ‘Programa’ é um cardápio de saberes organizados em seqüência lógica, estabelecido por uma autoridade superior invisível, que nunca está com as crianças. Os saberes dos cardápio ‘programa’ não são respostas às perguntas que as crianças fazem. Por isso as crianças não entendem por que têm de aprender o que lhes está sendo ensinado. Nunca vi uma criança questionar a aprendizagem do falar. Uma criancinha de 8 meses já está doidinha para aprender a falar. Ela vê os grandes falando entre si, falando com ela, sente que falar é uma coisa divertida e útil, e logo começa a ensaiar a fala, por conta própria. Faz de conta que está falando. Balbucia. Brinca com os sons. E quando consegue falar a primeira palavra, sente a alegria dos que a cercam. E vai aprendendo, sem que ninguém lhe diga que ela tem de aprender a falar e sem que o misterioso processo de ensino e aprendizagem da fala esteja submetido a um programa estabelecido por autoridades invisíveis. Ela aprende a falar porque o falar é parte da vida.</p>
<p>Nunca ninguém me disse que eu deveria aprender a descascar laranjas. Aprendi porque via o meu pai descascando laranjas com uma mestria ímpar, sem arrebentar a casca e sem ferir a laranja, e eu queria fazer aquilo que ele fazia. Aprendi sem que me fosse ensinado. A arte de descascar laranjas não se encontra em programas de escola. O corpo tem uma precisa filosofia de aprendizagem: ele aprende os saberes que o ajudam a resolver os problemas com que está se defrontando. Os programas são uma violência que se faz com o jeito que o corpo tem de aprender. Não admira que as crianças e adolescentes se revoltem contra aquilo que os programas os obrigam a aprender. Ainda ontem uma amiga me dizia que sua filha, de 10 anos, lhe dizia: ‘Mãe, por que tenho de ir à escola? As coisas que tenho de aprender não servem para nada. Que me adianta saber o que significa ‘oxítona’? Prá que serve esta palavra?’ A menina sabia mais que aqueles que fizeram os programas.</p>
<p>Vamos começar do começo. Imagine o homem primitivo, exposto à chuva, ao frio, ao vento, ao sol. O corpo sofre. O sofrimento faz pensar: ‘Preciso de abrigo’, ele diz. Aí, forçada pelo sofrimento, a inteligência entra em ação. Pensa para deixar de sofrer. Pensando, conclui: ‘Uma caverna seria um bom abrigo contra a chuva, o frio, o vento, o sol&#8230;’ Instruído pela inteligência o homem procura uma caverna e passa a morar nela. Resolvido o sofrimento, a inteligência volta a dormir. Mas aí, forçado ou pela fome ou por um grupo armado que lhe toma a caverna, ele é forçado a se mudar para uma planície onde não há cavernas. O corpo volta a sofrer. O sofrimento acorda a inteligência e faz com que ela trabalhe de novo. A solução original não serve mais: não há cavernas. A inteligência pensa e conclui: ‘É preciso construir uma coisa que faça às vezes de caverna. Essa coisa tem de ter um teto, para proteger do sol e da chuva. Tem de ter paredes, para proteger do vento e do frio.Com que se pode fazer um teto?’ A inteligência se põe então a procurar um material que sirva para fazer o teto. Folhas de palmeira? Capim? Pedaços de pau? Mas o teto não flutua no ar. Tem de haver algo que o sustente. Paus fincados? Sim. Mas para fincar um pau é preciso descobrir uma ferramenta para cortar o pau. Depois, uma ferramenta para fazer o buraco na terra. E assim vai a inteligência, inventando ferramentas e técnicas, à medida em que o corpo se defronta com necessidades práticas. A inteligência, entre os esquimós, jamais pensaria uma casa de pau-a-pique. Entre eles não há nem madeira e nem barro. Produziu o iglu. E a inteligência do homem que vive na floresta jamais pensaria um iglu &#8211; porque nas florestas não há gelo. Produziu a casa de pau-a-pique. A inteligência é essencialmente prática. Está a serviço da vida.</p>
<p>Um exercício fascinante a se fazer com as crianças seria provocá-las para que elas imaginassem o nascimento dos vários objetos que existem numa casa. Todos os objetos, os mais humildes, têm uma história para contar. Que necessidade fez com que se inventassem panelas, facas, vassouras, o fósforo, a lâmpada, as garrafas, o fio dental?&#8230; Quais poderiam ter sido os passos da inteligência, no processo de inventá-los? Quem é capaz de, na fantasia, reconstruir a história da invenção desses objetos, fica mais inteligente.</p>
<p>Depois de inventados, eles não precisam ser inventados de novo. Quem inventou passa a possuir a receita para a sua fabricação. E é assim que as gerações mais velhas passam para seus filhos as receitas de técnicas que tornam possível a sobrevivência. Esse é o seu mais valioso testamento: um saber que torna possível viver. As gerações mais novas, assim, são poupadas do trabalho de inventar tudo de novo. E os jovens aprendem com alegria as lições dos mais velhos: porque suas lições os fazem participantes do processo de vida que une a todos. A aprendizagem da linguagem se dá de forma tão eficaz porque a linguagem torna a criança um membro do grupo: ela participa da conversa, fala e os outros ouvem, ri das coisas engraçadas que se dizem. O mesmo pode ser dito da aprendizagem de técnicas: o indiozinho que aprende a fabricar e a usar o arco e a flecha, a construir canoas e a pescar, a andar sem se perder na floresta, a construir ocas, está se tornando num membro do seu grupo, reconhecido por suas habilidades e por sua contribuição à sobrevivência da tribo. O que ele aprende e sabe, faz sentido. Ele sabe o uso dos seus saberes. (A menininha não sabia o uso da palavra ‘oxítona’. Nem eu. Sei o que ela quer dizer. Não sei para que serve. Quando eu escrevo nunca penso em ‘oxítona’. Ninguém que fale a língua, por ignorar o sentido de ‘oxítona’, vai falar ‘cáfe’, ao invés de café, ou ‘chúle’, ao invés de ‘chulé’&#8230; A palavra ‘oxítona’ não me ensina a falar melhor. É, portanto, inútil&#8230;)</p>
<p>Disse, numa outra crônica, que quero escola retrógrada. Retrógrado quer dizer ‘que vai para trás’. Quero uma escola que vá mais para trás dos ‘programas’ científica e abstratamente elaborados e impostos. Uma escola que compreenda como os saberes são gerados e nascem. Uma escola em que o saber vá nascendo das perguntas que o corpo faz. Uma escola em que o ponto de referência não seja o programa oficial a ser cumprido (inutilmente!), mas o corpo da criança que vive, admira, se encanta, se espanta, pergunta, enfia o dedo, prova com a boca, erra, se machuca, brinca. Uma escola que seja iluminada pelo brilho dos inícios.</p>
<p>Mas, repentinamente, desfaz-se o encanto da perda da memória e nos lembramos da pergunta: ‘Mas, e o programa? Ele é cumprido?’</p>
<p><em>Depois eu respondo. (Correio Popular, Caderno C, 04/06/2000 – publicada originalmente com o títiulo: A Escola da Ponte 3.)</em></td>
</tr>
</tbody>
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		<title>IDÉIA SOBRE A ORIGEM DA CULTURA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[A cultura seria resultado de um cérebro mais volumoso e complexo. Ao desenvolver a habilidade manual, o ser humano teria proporcionado maiores estímulos ao cérebro, com o conseqüente desenvolvimento da inteligência humana. A passagem do estado animal para o humano ocorreu quando o cérebro do homem foi capaz de gerar símbolos.   IDÉIA SOBRE A ORIGEM &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=280">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A cultura seria resultado de um cérebro mais volumoso e complexo. Ao desenvolver a habilidade manual, o ser humano teria proporcionado maiores estímulos ao cérebro, com o conseqüente desenvolvimento da inteligência humana. A passagem do estado animal para o humano ocorreu quando o cérebro do homem foi capaz de gerar símbolos.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: x-small;"><span id="more-280"></span>  <strong>IDÉIA SOBRE A ORIGEM DA CULTURA</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Uma das primeiras preocupações dos estudiosos com relação à cultura refere-se a sua origem. Em outras palavras, como o homem adquiriu este processo extra-somático que o diferenciou de todos os animais e lhe deu um lugar privilegiado na vida terrestre? </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Uma resposta simplificada da questão seria a de que o homem adquiriu, ou melhor, produziu cultura a partir do momento em que seu cérebro, modificado pelo processo evolutivo dos primatas, foi capaz de assim proceder. Não resta dúvida de que se trata de uma resposta insatisfatória, com um odor tautológico, e que não deixa de nos conduzir a uma outra pergunta: mas como e por que modificou-se o cérebro do primata, a ponto de atingir a dimensão e a complexidade que permitiram o aparecimento do homem? </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Segundo diversos autores, entre eles Richard Leackey e Roger Lewin, o início do desenvolvimento do cérebro humano é uma conseqüência da vida arborícola de seus remotos antepassados. Esta vida arborícola, onde o faro perdeu muito de sua importância, foi responsável pela eclosão de uma visão estereoscópica. Esta, combinada com a capacidade de utilização das mãos, abriu para os primatas, principalmente os superiores, um mundo tridimensional, inexistente para qualquer outro mamífero. O fato de poder pegar e examinar um objeto atribui a este significado próprio. A forma e a cor podem ser correlacionadas com a resistência e o peso (não deixando ainda de lado a tradicional forma de investigação dos mamíferos: o olfato), fornecendo uma nova percepção. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">David Pilbeam refere-se ao bipedismo como uma característica exclusiva dos primatas entre todos os mamíferos. &#8220;Quase todos os primatas vivos se comportam como bípedes de vez em quando&#8221;, afirma ele. A seguir considera que o bipedismo foi, provavelmente, o resultado de todo um conjunto de pressões seletivas: &#8220;para o animal parecer maior e mais intimidante, para transportar objetos (alimentos ou filhotes), para utilizar armas (cacete ou lança) e para aumentar a visibilidade&#8221;. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Kenneth P. Oakley destaca a importância da habilidade manual, possibilitada pela posição erecta, ao proporcionar maiores estímulos ao cérebro, com o conseqüente desenvolvimento da inteligência humana. A cultura seria, então, o resultado de um cérebro mais volumoso e complexo. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Deixando de lado as explicações de paleontologia humana, é oportuno tomar conhecimento do pensamento de dois importantes antropólogos sociais contemporâneos a respeito do momento em que o primata transforma-se em homem. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Claude Lévi-Strauss, o mais destacado antropólogo francês, considera que a cultura surgiu no momento em que o homem convencionou a primeira regra, a primeira norma. Para Lévi-Strauss, esta seria a proibição do incesto, padrão de comportamento comum a todas as sociedades humanas. Todas elas proíbem a relação sexual de um homem com certas categorias de mulheres (entre nós, a mãe, a filha e a irmã).</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: underline;">Leslie Whit</span>e, antropólogo norte-americano contemporâneo, considera que a passagem do estado animal para o humano ocorreu quando o cérebro do homem foi capaz de gerar símbolos.</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>Todo comportamento humano se origina no uso de símbolos. Foi o símbolo que transformou nossos ancestrais antropóides em homens e fê-los humanos. Todas as civilizações se espalharam e perpetuaram somente pelo uso de símbolos &#8230;. Toda cultura depende de símbolos. </em><em>É </em><em>o exercício da faculdade de simbolização que cria a cultura e o uso de símbolos que torna possível a sua perpetuação. Sem o símbolo não haveria cultura, e o homem seria apenas animal, não um ser humano &#8230;. O comportamento humano é o comportamento simbólico. Uma criança do gênero</em><em>Homo </em><em>torna- se humana somente quando é introduzida e participa da ordem de fenômenos superorgânicos que é a cultura. E a chave deste mundo, e o meio de participação nele, é o símbolo.</em><em> </em></span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Com efeito, temos de concordar que é impossível para um animal compreender os significados que os objetos recebem de cada cultura. Como, por exemplo, a cor preta significa luto entre nós e entre os chineses é o branco que exprime esse sentimento. Mesmo um símio não saberia fazer a distinção entre um pedaço de pano, sacudido ao vento, e uma bandeira desfraldada. Isto porque, como afirmou o próprio White, &#8220;todos os símbolos devem ter uma forma física, pois do contrário não podem penetrar em nossa experiência, mas o seu significado não pode ser percebido pelos sentidos&#8221;. Ou seja, para perceber o significado de um símbolo é necessário conhecer a cultura que o criou. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Vimos algumas explicações sobre o aparecimento da cultura. Explicações de natureza física e social. Algumas delas tendem implícita ou explicitamente a admitir que a cultura apareceu de repente, num dado momento. Um verdadeiro salto da natureza para a humanidade. Tal postura implica a aceitação de um ponto crítico, expressão esta utilizada por Alfred Kroeber ao conceber a eclosão da cultura como um acontecimento súbito, um salto quantitativo na filogenia dos primatas: em um dado momento um ramo dessa família sofreu uma alteração orgânica e tornou-se capaz de &#8220;exprimir-se, aprender, ensinar e de fazer generalizações a partir da infinita cadeia de sensações e objetivos isolados&#8221;. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Em essência, a explanação acima não é muito diferente da formulada por alguns pensadores católicos, preocupados com a conciliação entre a doutrina e a ciência, segundo a qual o homem adquiriu cultura no momento em que recebeu do Criador uma alma imortal. E esta somente foi atribuída ao primata no momento em que a Divindade considerou que o corpo do mesmo tinha evoluído organicamente o suficiente para tornar-se digno de uma alma e, conseqüentemente, de cultura. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O ponto crítico, mais do que um evento maravilhoso, é hoje considerado uma impossibilidade científica: a natureza não age por saltos. O primata, como ironizou um antropólogo físico, não foi promovido da noite para o dia ao posto de homem. O conhecimento científico atual está convencido de que o salto da natureza para a cultura foi contínuo e incrivelmente lento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Clifford Geertz, antropólogo norte-americano, mostra em seu artigo &#8220;A transição para a humanidade&#8221; como a paleontologia humana demonstrou que o corpo humano formou-se aos poucos. O Australopiteco Africano (cujas datações recentes realizadas na Tanzânia atribuem-lhe uma antigüidade muito maior que 2 milhões de anos), embora dotado de um cérebro 1/3 menor que o nosso e uma estatura não superior a 1,20m, já manufaturava objetos e caçava pequenos animais. Devido à dimensão de seu cérebro parece, entretanto, improvável que possuísse uma linguagem, na moderna acepção da palavra.</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><em><span style="font-size: x-small;">O Australopiteco parece ser, portanto, uma espécie de homem que evidentemente era capaz de adquirir alguns elementos da cultura &#8211; fabricação de instrumentos simples, caça esporádica, e talvez um sistema de comunicação mais avançado do que o dos macacos contemporâneos, embora mais atrasado do que a fala humana -, porém incapaz de adquirir outros, o que lança certa dúvida sobre a teoria do ponto crítico.</span></em></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O fato de que o cérebro do Australopiteco media 1/3 do nosso leva Geertz a concluir que &#8220;logicamente a maior parte do crescimento cortical humano foi <em> posterior </em>e não <em>anterior </em>ao início da cultura&#8221;. Assim, continua: &#8220;O ato de ser errônea a teoria do ponto crítico (pois o desenvolvimento cultural já se vinha processando bem antes de cessar o desenvolvimento orgânico) é de importância fundamental para o nosso ponto de vista sobre a natureza do homem que se torna, assim, não apenas o produtor da cultura, mas também, num sentido especificamente biológico, o produto da cultura.&#8221; </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A cultura desenvolveu-se, pois, simultaneamente com o próprio equipamento biológico e é, por isso mesmo, compreendida como uma das características da espécie, ao lado do bipedismo e de um adequado volume cerebral.</span></p>
<p><span style="font-size: xx-small;">Extraído do livro &#8220;Cultura: um conceito antropológico&#8221;, Roque de Barros Laraia, 2007, (p. 53-58)</span></p>
</div>
</div>
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		<title>O MISTÉRIO DA ORIGEM DA MÚSICA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Experimentos sugerem que as crianças nascem com a capacidade de reconhe­cer tons musicais independente­mente do contexto em que se apresentam, mas perdem a habi­lidade com o desenvolvimento da linguagem. A música está relacionada à linguagem e ao pensamento lógico. Que vanta­gem adaptativa justi­fica o aparecimento e manuten­cão da música ao longo de milhões de anos? Por que &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=277">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><span style="font-size: x-small;">Experimentos sugerem que as crianças nascem com a capacidade de reconhe­cer tons musicais independente­mente do contexto em que se apresentam, mas perdem a habi­lidade com o desenvolvimento da linguagem. A música está relacionada à linguagem e ao pensamento lógico. Que vanta­gem adaptativa justi­fica o aparecimento e manuten­cão da música ao longo de milhões de anos? Por que nossa capacidade de escutar, apreciar e criar música foi selecio­nada, se não cantamos para atrair parceiros sexuais ou para obter alimentos?</span></div>
<div></div>
<div>
<p align="center"><strong><span id="more-277"></span>O </strong><strong>MISTÉRIO DA ORIGEM DA MÚSICA</strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Do ponto de vista evolu­tivo, o simples fato de a música existir é um mistério. Que vanta­gem adaptativa justi­fica seu aparecimento e manuten­ção ao longo de milhões de anos? Apesar de ainda não termos uma boa explicação, em seu livro mais recente Oliver Sacks fornece al­gumas pistas importantes. Anali­sando pacientes com diversos ti­pos de distúrbios relacionados à música, Sacks mostra como ela está relacionada à linguagem e ao pensamento lógico.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">É fácil imaginarmos como o aparecimento da linguagem foi selecionado ao longo da evolução. Ela permite a cooperação entre os membros da espécie, facilitan­do a organização social. Mas a mú­sica é um caso à parte. Por que nossa capacidade de escutar, apreciar e criar música foi selecio­nada, se não cantamos para atrair parceiros sexuais ou para obter alimentos? Qual seria a fun­ção original de nossas habilida­des musicais?</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Sacks demonstra que a capaci­dade musical de nosso cérebro é muito mais extensa que a  observada na maioria das pessoas. Diver­sos experimentos sugerem que as crianças nascem com ouvido absoluto (capacidade de reconhe­cer tons musicais independente­mente do contexto em que se apresentam), mas perdem a habi­lidade com o desenvolvimento da linguagem. Crianças educadas em línguas em que a tonalidade é importante, como idiomas orien­tais, têm uma maior probabilida­de de manter seu ouvido absoluto até a idade adulta. Também é sabi­do que pessoas que perdem a vi­são muito cedo desenvolvem uma maior sensibilidade musical.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Analisando dezenas de exem­plos desse tipo, Sacks demonstra que muito provavelmente o aparecimento da nossa capacidade lingüística, há milhões de anos, foi responsável pelo cerceamento de nosso potencial musical &#8211; parte do qual ainda podemos recupe­rar por meio da educação.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Analisando uma série enorme de pacientes com distúrbios neu­rológicos, Sacks demonstra que o recrutamento das habilidades mu­sicais pode, em muitos casos, aju­dar na reorganização da mente de pacientes com distúrbios da fala e amnésia A capacidade musical nesses casos parece ser um coad­juvante na organização de diver­sas atividades mentais que envol­vem ritmos ou atividades repetiti­vas, como andar, contar ou e nu­merar dados. Talvez tenha sido essa a função das habilidades musi­cais na sua origem.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">As observações de Sacks suge­rem que, no passado distante, o ser humano utilizava de maneira extensa sua capacidade musical para organizar atividades men­tais hoje organizadas por meio de outros mecanismos, como a lin­guagem e o pensamento lógico.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Se isso é verdade, fica fácil ima­ginar como essa capacidade teve papel importante na estrutura­ção de nossas atividades cere­brais e por que foi selecionada du­rante a evolução.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A mais impressionante é imaginar que a nossa musicalidade atual nada mais é que os resquí­cios de uma capacidade mental que possuíamos e que perdemos quando a linguagem e o raciocínio lógico dominaram nosso uni­verso mental. O universo mental em que vivíamos na época em que a música reinava livre em nosso cérebro é difícil de imaginar e im­possível de reviver. Os remanes­centes &#8220;arqueológicos&#8221; dessas ha­bilidades é o que observamos em gênios como Mozart ou nos pa­cientes de Sacks. Essa hipótese é, no mínimo, intrigante.</span></p>
<p><span style="font-size: x-small;">Mais informações em <em>Musico</em><em>­philia: Tales of Music and the Brain, </em>de Oliver Sacks, editora Al­fred A.Knopf, Nova York, 2007.</span></p>
<p><a href="mailto:*<a href=">fernando@reinach.com</a>&#8220;&gt;<span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #000000;"><em><strong>FERNANDO</strong> </em></span><strong><span style="color: #000000;"><em>REINACH  </em></span><span style="color: #000000;"><a href="mailto:fernando@reinach.com">fernando@reinach.com</a></span></strong></span><span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #000000;"><strong>,  </strong>Biólogo. </span>O Estado de S. Paulo (7 de fevereiro de 2008)</span></p>
</div>
</div>
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		<title>MALHAR PARA RECORDAR</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os bons efeitos dos exercícios, sobretudo os aeróbicos, vão muito além de um corpo firme e forte. Pesquisas comprovam que eles estimulam a memória, pois favorecem o bombeamento de sangue, o que significa mais oxigênio para as células da massa cinzenta. MALHAR PARA RECORDAR A suspeita de que a prática de exercícios tem grande influência sobre &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=275">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Os bons efeitos dos exercícios, sobretudo os aeróbicos, vão muito além de um corpo firme e forte. Pesquisas comprovam que eles estimulam a memória, pois favorecem o bombeamento de sangue, o que significa mais oxigênio para as células da massa cinzenta.</span></p>
<p align="center"><strong><span style="font-size: x-small;"><span id="more-275"></span>MALHAR PARA RECORDAR</span></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A suspeita de que a prática de exercícios tem grande influência sobre o cérebro vem de longa data. Não é novidade, por exemplo, que eles favorecem o bombeamento de sangue, o que significa mais oxigênio para as células da massa cinzenta. Recentemente, porém, exames de ressonância magnética forneceram provas irrefutáveis de que seus efeitos extrapolam o incremento na circulação. Há uma mudança em certas estruturas e até mesmo o aumento do volume do cérebro. &#8220;Caiu por terra a crença de que, uma vez formado, ele só sofreria alterações físicas em casos de doença. A atividade física, inclusive, pode modificá-lo&#8221;, conta o neurologista Li Li Min, professor da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.</span><span style="font-size: x-small;">Um trabalho recente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que a região cerebral mais beneficiada pelos esportes ou pela ginástica é o hipocampo. E é bem ali que ficam arquivadas as nossas lembranças.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Os cientistas monitoraram durante três meses o comportamento do hipocampo de 11 voluntários, antes e depois de correr na esteira. Essa área foi se tornando cada vez mais requisitada. A circulação ficou mais intensa nesse ponto da massa cinzenta, sem contar indícios da formação de novos neurônios. A performance dos voluntários nos testes de memória também melhorou bastante, confirmando o que se presumia nas imagens da ressonância. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Os neurocientistas até arriscam uma explicação de pura química para os ganhos proporcionados pelos exercícios. Segundo eles, quando nossos músculos se flexionam e se relaxam seguidas vezes, liberam uma proteína chamada IGF-1. Ela, por sua vez, viaja até o cérebro e ali estimula a síntese de uma substância, o BDNF, envolvido com a nossa capacidade de racioánio apurado.</span><span style="font-size: x-small;"> </span><span style="font-size: x-small;">Uma observação interessante dos cientistas: quanto mais lúdico o exercício para o indivíduo, melhor o efeito para a memória. Ou seja: você tem de gostar da modalidade </span><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Outro estudo que comprovou a ação da atividade fisica sobre a memória aconteceu no Hospital das Clínicas de São Paulo e foi coordenado pela professora Maria Ângela Soci, presidente da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. &#8220;Junto com uma equipe do departamento de gerontologia do hospital, selecionamos 20 voluntários com mais de 65 anos que praticaram essa modalidade duas vezes por semana&#8221;, conta Ângela. Depois dos três primeiros meses de atividade, o grupo passou por uma avaliação e os resultados surpreenderam os especialistas. &#8220;Houve grande melhora na concentração e na memória.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A capacidade de reter informações não é o único ganho proporcionado pelos exercícios. &#8220;Eles beneficiam o sistema neurológico como um todo&#8221;, diz o médico Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. &#8220;E quanto mais lúdica a modalidade, melhor&#8221;, observa.</span><span style="font-size: x-small;"> </span><span style="font-size: x-small;">Os efeitos da atividade física na cabeça são cumulativos. Se você já incluiu exercícios em sua rotina há muito tempo, tanto melhor. Se ainda vive no maior sedentarismo, esse é mais um motivo para mudar de estilo sem perder tempo. </span><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Além de deixar o raciocínio tinindo, manter-se ativo fisicamente ajudaria a evitar e até tratar certas doenças neurológicas. Alguns trabalhos defendem que mexer o corpo com regularidade diminui os riscos, por exemplo, de pequenos derrames, aqueles que às vezes nem são notados na hora agá, mas que atrapalham a cognição, ou seja, a capacidade de assimilar conhecimento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O que seria essa tal prática regular? O estudo realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que fazer exercícios duas vezes por semana já faz um bem enorme, mas ainda não há consenso sobre a freqüência ideal. Muitos pesquisadores sugerem que você se exercite pelo menos três vezes por semana &#8211; essa é a indicação, aliás, para quem quer dar uma força ao corpo inteiro, sobretudo o sistema cardiorrespiratório. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O certo: em matéria de cabeça, quanto mais cedo você adota uma rotina de exercícios, melhor. &#8220;Isso porque o seu efeito é cumulativo&#8221;, diz Arnaldo José Hernandez. A memória de quem malha desde a juventude tende a se manter a mil pela vida inteira. </span></p>
<blockquote><p><strong><span style="font-size: x-small;">CÉREBRO MALHADO</span></strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong><span style="font-size: x-small;">Na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, os pesquisadores analisaram as imagens do cérebro de 36 indivíduos &#8211; 20 sedentários, oito judocas e oito corredores de longa distância. &#8220;Só notamos alterações positivas na massa cinzenta dos que praticavam exercícios&#8221;, explica Wantuir Jacini, professor de educação física e mestre em neurociência. &#8220;E o mais impressionante foi que as mudanças no grupo dos lutadores de judô não foram as mesmas observadas na turma dos que correm&#8221;, completa Wantuir, que usou essa pesquisa em sua tese de mestrado, &#8220;Isso pode ser um indício de que precisamos lançar mão de atividades diferentes para prevenir diferentes problemas, como o Parkinson e o Alzheimer.&#8221;  </span><span style="font-size: x-small;">O orientador do estudo, o neurologista Li Li Min, acrescenta: &#8220;Esse é só o começo de um longo caminho até que se possa recomendar com precisão este ou aquele esporte para combater males diferentes&#8221;.</span></strong></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-size: small;"> </span><span style="font-size: xx-small;">(texto: Thais Szegö) Revista Saúde / julho 2007</span></p>
</div>
</div>
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		<title>UM JEITO MEIO ESTÚPIDO DE SER</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[A inteligência pode ser uma armadilha. É comum encontrar em pessoas instruídas o impulso de responder a tudo. Autor de cerca de 60 livros de psicologia, Robert J. Sternberg reuniu-se com especialistas em comportamento humano para desvendar o que faz surgir a imbecilidade em pessoas que o senso comum considera inteligentes. UM JEITO MEIO ESTÚPIDO &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=272">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A inteligência pode ser uma armadilha. É comum encontrar em pessoas instruídas o impulso de responder a tudo. Autor de cerca de 60 livros de psicologia, Robert J. Sternberg reuniu-se com especialistas em comportamento humano para desvendar o que faz surgir a imbecilidade em pessoas que o senso comum considera inteligentes.</span></p>
<p align="justify">
<p align="center"><strong><span style="font-size: x-small;"><span id="more-272"></span>UM JEITO MEIO ESTÚPIDO DE SER</span></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Dizem que todo gênio tem um pouco de louco. O professor <strong>Robert J. Sternberg</strong>, presidente da Associação Americana de Psicologia e diretor do Centro Psicológico das Habilidades, Competências e Expertises da Universidade de Yale, acredita que, além disso, todo gênio também é um pouco estúpido.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Autor de cerca de 60 livros de psicologia, entre eles o best-seller <em>The Psycology of Love</em>, Sternberg reuniu-se com especialistas em comportamento humano para desvendar o que faz surgir a imbecilidade em pessoas que o senso comum considera inteligentes. Ele editou as conclusões no livro </span><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0300090331/qid=1048603318/sr=11-1/ref=sr_11_1/104-3906307-5626304"><span style="font-size: x-small;">Why Smart People Can Be So Stupid</span></a><span style="font-size: x-small;">, o primeiro estudo científico sobre a estupidez cotidiana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Indagado sobre o que leva um professor de uma das mais conceituadas universidades dos Estados Unidos a se interessar pelo estudo da estupidez, Sternberg afirma, em entrevista por e-mail, que seu objetivo foi &#8220;descobrir por que pessoas inteligentes agem de modo estúpido e ajudá-las a prevenir a estupidez ou, ao menos, desencorajá-las de agir de forma estúpida&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Em outras palavras, desvendar por que a maioria dos intelectuais tem seus dias de Ofélia, aquela que só abre a boca quando tem certeza, e assim encerrar o festival de besteiras que assola todos os países. Sternberg acredita ter conseguido formular uma resposta satisfatória ao título do livro &#8211; &#8220;por que as pessoas espertas podem ser tão estúpidas&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">&#8220;Descobrimos quatro falácias que fazem pessoas inteligentes se portarem de forma tola&#8221;, explica o professor. &#8220;Em primeiro lugar, a falácia egocêntrica: elas pensam que o mundo gira ao seu redor. Em segundo, a falácia da onisciência: elas pensam que sabem tudo. Em terceiro, a falácia da onipotência: elas pensam que podem fazer o que quiserem. E, finalmente, a falácia da invulnerabilidade: elas pensam que podem sair ilesas, não importa o que façam, mesmo que seja algo muito errado ou estúpido&#8221;. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A inteligência, portanto, pode ser uma armadilha. É comum encontrar em pessoas instruídas o impulso de responder a tudo. Raros são os pais que dizem &#8220;não sei&#8221; para um filho. Ou os candidatos de concursos de perguntas que conseguem evitar um &#8220;chute&#8221; impulsivo. Sternberg acredita que isso se deve à insegurança. &#8220;Eles já alcançaram muito, mas ainda acham que não foi o bastante, então tentam um atalho para conhecimentos que não dominam&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Por outro lado, existem pessoas e instituições que o senso comum considera incapazes de errar. Como se fossem Hal 9000, o computador infalível de &#8220;2001, Uma Odisséia no Espaço&#8221;. Hal, claro, falhou miseravelmente na ficção. Nada é infalível, ensina o professor de Yale. Basta ligar a TV para presenciar a quantidade de equívocos do programa &#8220;Show do Milhão&#8221;. O mais recente trouxe dúvidas à pergunta &#8220;Em que país fica a sede da FIFA&#8221;. Suíça não era uma das opções &#8211; todas as respostas estavam erradas!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O cinema já brincou com esse tipo de programa na pegadinha do filme &#8220;Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado&#8221;. O telefone tocava e Jennifer Love-Hewitt respondia a um locutor de rádio, valendo uma passagem para uma paradisíaca ilha do Caribe: &#8220;Qual é a capital do Brasil?&#8221; Obviamente, Rio de Janeiro. É o que dá prestar atenção num psicopata que aceita qualquer opção para isolar o corpo da bela atriz de sua cabecinha oca.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O problema é que, se alguém considerado inteligente diz algo estúpido, grande será a chance de ser levado a sério. &#8220;Muitas autoridades que dizem sandices são levadas a sério devido ao cargo que ocupam, sejam elas líderes religiosos, políticos ou quem quer que esteja em posição de comando. São obedecidos porque as pessoas confiam em suas autoridades&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O público também acredita, talvez mais do que devia, na seriedade da mídia. Bastou um programa produzido por Orson Welles no rádio, em 1938, para o pânico convencer americanos de algum discernimento que estava em curso uma invasão extraterrestre. O efeito de &#8220;Guerra dos Mundos&#8221; é um caso extremo, mas elucidativo, da força da mídia. A questão é: e se a equipe de um telejornal cometesse uma leviandade ao transmitir uma notícia, o público teria condições de distinguir a impostura da realidade?</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A mídia é quem mais ofende a inteligência&#8221;, insiste Sternberg. &#8220;Os responsáveis pelas notícias são tão ansiosos em obter uma história que nem sempre checam os fatos com acuidade. E, claro, muitos jornais sensacionalistas publicam notícias absurdas simplesmente porque as pessoas gostam de lê-las. Notícias sobre alienígenas apertando as mãos de presidentes, por exemplo, vendem muito&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Quer dizer, então, que o ET de Varginha não existe de verdade? Sternberg não responde. Deve ser uma pergunta estúpida. Mas não há como negar que o público dos &#8220;mass media&#8221; ama uma estupidez. Homer Simpson, Inspetor Clouseau, Pato Donald e Pateta fazem sucesso universal pelo mesmo motivo que leva o público a votar num Kleber, em Big Brother Brasil. Porque &#8220;faz parte&#8221; de um complexo de superioridade, que celebra a falta de conhecimentos alheia. &#8220;Além de serem engraçados, esses personagens nos fazem sentir superiores&#8221;, explica o professor.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O público também se diverte com as besteiras de seus líderes. Dá-lhes a impressão de que poderia fazer o que aqueles idiotas fazem. E com mais competência. Quem não sente um prazer secreto em ver celebridades tropeçarem? Ou acha engraçadas as fotos que flagram os políticos em situações constrangedoras? Ronald Reagan adorava fazer caretas para as câmeras. Ele era aquele presidente americano que disse estar &#8220;muito feliz por ter chegado à Bolívia&#8221; numa visita ao Brasil.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">É o mesmo sentimento que tornou notória a foto de Einstein mostrando a língua. A foto ilude ao insinuar: ele não parece tão genial assim. Há, porém, o outro lado da moeda. A história é pródiga em condenações à inteligência alheia. Até ser perdoado por João Paulo II, Galileu Galilei ainda era considerado tanto um herege quanto um idiota pela Igreja Católica. Onde já se viu dizer que a Terra gira em torno do Sol? Pois é. &#8220;Galileu, sim, é um clássico. As pessoas costumam ficar desconfortáveis diante de quem é mais inteligente e podem procurar maneiras de derrubá-lo&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Hoje se sabe quem eram os idiotas no processo contra Galileu. O que chama a atenção neste e em outros casos, segundo Sternberg, é o fato de pessoas inteligentes serem flagradas agindo como se fossem débeis mentais. O ponto-chave em seu estudo é que não há diferenças entre estudiosos e analfabetos na hora de cometer barbaridades.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O professor de psicologia privilegia, ao longo do livro, deslizes históricos de personalidades da política, de Napoleão a Bill Clinton. Seria o caso de considerar inerente ao animal político a prática de impropriedades? Ele evita generalizar. &#8220;Não são apenas os políticos que agem assim. Eles são apenas os exemplos de maior popularidade&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Dito isto, a ressalva: &#8220;Mas os políticos são bastante suscetíveis ao equívoco imbecil, porque geralmente encontram-se cercados de puxa-sacos, que fazem com que percam de vista suas próprias limitações&#8221;. Quem diria, políticos são mesmo estúpidos. Sternberg acaba de provar cientificamente. &#8220;Sim, eles podem ser estúpidos, mas as besteiras que cometem não são piadas. Elas já custaram muito ao mundo&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Não seria o caso de ponderar sobre a qualidade do voto que coloca néscios no poder? Sternberg diz que a culpa não está no eleitor, mas nas opções das cédulas. &#8220;A maioria dos sábios não entraria numa eleição e, se entrasse, não se elegeria, porque não possui a tendência de fazer acordos e concessões para vencer. Há exceções &#8211; Nelson Mandela. Mas eles tendem a vencer devido a razões extraordinárias como, no caso, coragem e sacrifício pessoal&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Ele destaca a diferença entre inteligência e sabedoria. &#8220;Uma pessoa inteligente percebe com sucesso a melhor maneira de alcançar seus objetivos. Uma pessoa sábia, ao estabelecer seus objetivos, pergunta não apenas o que é melhor para si, mas também o que é melhor para os outros. O sábio procura o bem comum&#8221;. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A sabedoria tem um forte componente moral. Já a inteligência, como é convencionalmente definida, é amoral. &#8220;Qualquer um pode cometer uma estupidez&#8221;, ressalta. &#8220;Alguns dos piores crimes são cometidos por idiotas, mas pessoas inteligentes também vão presas por atos criminosos. Alguns dos principais terroristas de hoje, por exemplo, são espertos em um sentido, mas usam sua capacidade intelectual para cometer atos imorais e convencer outros a seguirem sua trajetória de estupidez &#8220;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A crença de estar agindo de forma correta é a raiz do mal no terrorismo. E também no cotidiano. &#8220;Aqueles que têm uma opinião exagerada a respeito de si mesmos são os que se encontram mais predispostos a cometer erros estúpidos, precisamente porque acreditam que não podem se equivocar ou que podem se safar seja qual for o erro que cometerem&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O segredo da sabedoria seria, então, a humildade. Está nas páginas dos Eclesiastes. &#8220;Concordo&#8221;, aceita o professor. &#8220;Ser sábio significa aceitar os limites do conhecimento: saber o que se sabe, aceitar que se não sabe tudo, compreender que poderá se saber um pouco mais e que haverá aquilo sobre o qual nunca se saberá&#8221;. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Sócrates dizia: &#8220;Sei que nada sei&#8221;. Sternberg diz: &#8220;Não é que as pessoas inteligentes não saibam de nada. Elas apenas não sabem de tudo. É uma grande diferença em relação a Sócrates&#8221;. Ele dá exemplos: &#8220;Os políticos costumam sempre opinar sobre questões morais, quando, muitas vezes, não conhecem os dados estatísticos sobre os quais essas questões deveriam ser discutidas &#8211; violência nos videogames, exageros da TV, etc&#8221;. Podemos dizer que o mesmo vale para apresentadores de &#8220;reality shows&#8221; convertidos em comentaristas de futebol. &#8220;O problema ocorre quando alguém que é especialista numa coisa acha que pode ser &#8216;expert&#8217; em tudo&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Um dos ditados mais famosos da humanidade alerta: &#8220;Errar é humano&#8221;. Sternberg não foge do lugar comum quanto ao tema: &#8220;Sim, todos cometem erros. Mas aprendem com seus erros ou continuam cometendo os mesmos equívocos?&#8221; Persistir no erro é burrice, em suma. &#8220;Não há maior burrice do que tentar acobertar um erro, acreditando que ninguém o percebeu ou que sua desculpa é boa o suficiente para livrá-lo. Errar é humano, mas todos podemos, em qualquer idade, ficar mais inteligentes e menos suscetíveis à besteira&#8221;, conclui ele.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="left"><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www.revistadigital.com.br/caderno_especial.asp?NumEdicao=197&amp;CodMateria=1368"><span style="font-size: xx-small;">Fonte: Valor Econômico 27/03/03 </span></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="left"><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www.revistadigital.com.br/caderno_especial.asp?NumEdicao=197&amp;CodMateria=1368" target="_blank">http://www.revistadigital.com.br/caderno_especial.asp?NumEdicao=197&amp;CodMateria=1368</a></span>  </span></p>
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		<title>MEU PAI ESTÁ COM ALZHEIMER</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:06:10 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo o autor fala de um novo quadro sobre o Alzheimer, constatado numa análise das últimas três décadas. Aponta a alimentação, pressão alta, contaminação ambiental, stress e a genética como vilões responsáveis pela doença e aconselha forçar a memória para fugir do Alzheimer. Leitura, palavras cruzadas e jogos de cartas são algumas dicas de &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=270">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Neste artigo o autor fala de um novo quadro sobre o Alzheimer, constatado numa análise das últimas três décadas. Aponta a alimentação, pressão alta, contaminação ambiental, stress e a genética como vilões responsáveis pela doença e aconselha forçar a memória para fugir do Alzheimer. Leitura, palavras cruzadas e jogos de cartas são algumas dicas de exercício mental.</span></p>
<p align="justify">
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman';"><span style="font-size: x-small;"><span id="more-270"></span>MEU PAI ESTÁ COM ALZHEIMER</span></span></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Aliás, fico até mais tranqüilo diante do &#8221;eu não sei ao certo&#8221; dos médicos; prefiro isso ao &#8221;estou absolutamente certo de que&#8230;&#8221;, frase que me dá arrepios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Há trinta anos, não ouvia sequer uma menção a essa doença maldita. Hoje, precisaria ter o triplo de dedos nas mãos para contar os casos relatados por amigos e clientes em suas famílias. O que está acontecendo? Estamos diante de um surto de Alzheimer?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Finalmente nossos hábitos de vida &#8221;moderna&#8221; estão enviando a conta? O que os pesquisadores sabem de verdade sobre a doença? Qual é o lado oculto dessa manifestação tão dolorosa? Lendo o material disponível, chega-se a uma conclusão: essa é uma doença extremamente complexa, camaleônica, de muitas faces e ainda carregada de mistérios. Sabe-se, por exemplo, que há um componente genético.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Por outro lado, o Dr. William Grant fez uma pesquisa que complicou um pouco as coisas. Ele comparou a incidência da doença em descendentes de japoneses e de africanos que vivem nos EUA, e com japoneses e nigerianos que ainda vivem em seus respectivos países. Ele encontrou uma incidência da doença da ordem de 4,1 para os descendentes de japoneses que vivem na América, contra apenas 1,8 de japoneses do Japão. Os afro-americanos vão mais longe: 6,2 desenvolvem a doença, enquanto apenas 1,4 dos nigerianos são atingidos por ela. Hábitos alimentares? Stress das pressões do Primeiro Mundo? Mas o Japão não é Primeiro Mundo? Não tem stress?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A alimentação parece ser sem dúvida um elo nessa corrente, e mais ainda o alumínio. Segundo algumas pesquisas, a incidência de alumínio encontrada nos cérebros de portadores da doença é assustadoramente alta. Pesquisas feitas na Austrália e em alguns países da Europa mostraram que, em ratos alimentados com uma dieta rica, o sulfato de alumínio (comumente colocado na água potável para matar bactérias) danificou os cérebros dos roedores de forma muito similar à causada aos humanos pelo Alzheimer. Pesquisas do Dr. Joseph Sobel, da Universidade da Califórnia do Sul, mostraram que a incidência da doença é três vezes maior em pessoas expostas à radiação elétrica (trabalhadores que ficavam próximos a redes de alta tensão ou a máquinas elétricas).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Mas não param por aí as pesquisas. A que mais me chocou foi o estudo das freirasfeito pelo Dr. Snowdon, da Universidade de Kentucky em 700 freiras do convento de Notre Dame. Eles leram e analisaram as redações autobiográficas que cada freira era obrigada a escrever logo ao entrar na ordem com uma média 20 anos de idade. Essas freiras foram examinadas regularmente e seus cérebros investigados após suas mortes. As que melhor se saíram nos testes cognitivos e nas redações &#8211; em termos de clareza de raciocínio, objetividade, vocabulário, capacidade de expressar suas idéias, mesmo apresentando os acidentes neurológicos típicos do Alzheimer (placas e massas fibrosas de tecido morto) &#8211; não desenvolveram a demência característica da doença. Ou seja, elas tinham as mesmas seqüelas que as outras freiras com Alzheimer diagnosticado (e que tiveram baixos escores em testes cognitivos e na redação), mas não os sintomas clássicos, como os do meu pai.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A minha interpretação de tudo isso: não temos muito como controlar todos os fatores de risco apontados como vilões &#8211; alimentação, pressão alta, contaminação ambiental, stress, e a genética (por enquanto). Mas podemos colocar o nosso cérebro para trabalhar. Como? Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida &#8221;bandida&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Meu conselho: não sejam infalíveis como o meu pobre pai, não cheguem ao topo nunca, pois dali, só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, façam quebra-cabeças, pratiquem jogos de estratégias, joguem cartas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos setenta ou noventa anos. Não existem estudos provando que o Alzheimer é a moléstia preferida dos arrogantes, autoritários e auto-suficientes, mas a minha experiência mostra que pode haver alguma coisa nesse mato.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas &#8221;bobagens&#8221; e viveram vidas medíocres e infelizes &#8211; muitos nem mesmo tinham consciência disso. Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum&#8230; preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse &#8221;melhor morrer de vodca do que de tédio&#8221;, eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer. E &#8221;inté&#8221;, amigos, que eu vou me cuidar. </span><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: x-small;">Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong><span style="font-size: x-small;">Dicas para escapar do Alzheimer</span></strong><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Uma descoberta dentro da Neurociência é a NEURÓBICA, a &#8221;aeróbica dos neurônios&#8221;, uma nova forma de exercício cerebral  para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios &#8221;cerebrais&#8221; que nos fazem pensar somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:</span><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- use o relógio de pulso no braço direito;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- escove os dentes com a mão contrária da de costume;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- vista-se de olhos fechados;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">-estimule o paladar, coma coisas diferentes;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- veja fotos de cabeça para baixo; </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- veja as horas num espelho; </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">- faça um novo caminho para ir ao trabalho;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar! Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?</span><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: x-small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><a href="http://www.theresacatharinacampos.com/comp2217.htm" target="_blank">http://www.theresacatharinacampos.com/comp2217.htm</a></p>
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		<title>NEM SÓ DE MOZART DEPENDE A INTELIGÊNCIA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Teoria que vinculava o desenvolvimento da capacidade intelectual à influência da música de Mozart foi revista e abriu espaço para outras possibilidades   NEM SÓ DE MOZART DEPENDE A INTELIGÊNCIA por Ralph Schumacher A idéia de que a música nos torna inteligentes se alastrou no início dos anos 90. Na época, a psicóloga americana Frances Rauscher, &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=268">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p><strong>Teoria que vinculava o desenvolvimento da capacidade intelectual à influência da música de Mozart foi revista e abriu espaço para outras possibilidades</strong></p>
<p><span id="more-268"></span></p>
<p align="center"><span style="font-size: x-small;">  <strong>NEM SÓ DE MOZART DEPENDE A INTELIGÊNCIA</strong></span></p>
<p align="right"><em>por Ralph Schumacher</em></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A idéia de que a música nos torna inteligentes se alastrou no início dos anos 90. Na época, a psicóloga americana Frances Rauscher, da Universidade da Califórnia, Irvine, coordenou um trabalho cujos resultados ficaram conhecidos como &#8220;efeito Mozart&#8221;. As pessoas observadas pela pesquisadora ouviram a sonata de Mozart para dois pianos e ré maior &#8211; KV 448 &#8211; durante dez minutos. Ao serem submetidas, logo em seguida, a testes de inteligência que focavam o raciocínio espacial, obtiveram resultados melhores do que as que não tinham passado pela mesma experiência ou que tinham ouvido apenas sons relaxantes. Nos Estados Unidos, os responsáveis pelas políticas educacionais receberam com euforia a descoberta publicada na revista científica<em>Nature</em>. Logo a música de Mozart passou a fazer parte da rotina das escolas da Flórida e os recém-nascidos do estado da Geórgia passaram a ser presenteados com CDs do músico austríaco.</span></p>
<p>Mas a febre do efeito Mozart logo encontrou a resistência de outros pesquisadores. Estudos posteriores concluíram que os benefícios cognitivos obtidos após o contato com a música eram, na verdade, temporários e se limitavam à capacidade de projeção espacial. Não se podia falar em um aumento geral da inteligência! Além disso, ficava cada vez mais claro que o efeito não estava atrelado exclusivamente à música clássica e menos ainda a Mozart em especial. Ao lado de Schubert e Bach, músicas pop e mesmo a leitura em voz alta de uma emocionante história de Stephen King também funcionavam tão bem quanto ou até melhor: na verdade, o resultado dependia da preferência individual de cada participante! Aparentemente, as pessoas pesquisadas só solucionavam as atividades do teste com mais facilidade quando os estímulos os inspiravam intelectualmente e os deixavam de bom humor.</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Para a discussão sobre o efeito da música sobre a capacidade intelectual, deve-se diferenciar entre a audição passiva de música e a atividade musical ativa. A maioria dos estudos sobre o tema &#8220;produção musical e inteligência&#8221;, infelizmente, deixa um pouco a desejar em termos metodológicos. Alguns resultados conclusivos foram fornecidos, entre outros, pelo psicólogo canadense Glenn Schellenberg: por volta de 2004, o cientista da Universidade de Toronto acompanhou o desenvolvimento de 144 alunos do primeiro ano fundamental que durante meses tiveram aulas de piano ou de canto e de teatro ou não tiveram nenhum estímulo extra-escolar. Realmente, à medida que o tempo passava, mais os alunos produtores de música conseguiam uma vantagem intelectual em relação a seus colegas: porém, após oito meses, essa vantagem era em média de três pontos de QI &#8211; no entanto, às vezes essa grandeza corresponde à variação de valores que ocorre até com a mesma pessoa. No mesmo período, as crianças do grupo de teatro &#8211; diferentemente de todos os outros alunos &#8211; expandiram claramente sua capacidade social.</span></p>
<p>O próprio Schellenberg observou, em um estudo mais recente, que uma vantagem intelectual bastante tênue adquirida pelo aprendizado de música na infância se mantém possivelmente até a idade adulta. Mas em vista do esforço necessário para obter esse resultado, o aprendizado de música não pode ser visto como caminho rápido e fácil para o aumento da capacidade intelectual. Na verdade, provavelmente não apenas aulas de música, mas qualquer aula extra, de maneira geral, tem efeito positivo sobre o desenvolvimento cognitivo.</p>
<p>Em resumo, estímulo é bom, mas quem não toca um instrumento musical não fica automaticamente atrás dos outros. O que é uma boa notícia para os que não têm aptidão musical. Assim, o desenvolvimento das crianças pode ser incentivado também por meio de estudos de física, literatura ou um idioma, de forma que sejam respeitadas as preferências de cada um. - <em>Tradução de Renata Dias Mundt</em></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Ralph Schumacher é professor de filosofia da Universidade Humboldt de Berlim; desenvolveu projetos de estímulo de competências cognitivas pela música, no Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha. </span></p>
<p align="justify">Fonte:<span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"><a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/nem_so_de_mozart_depende_nossa_inteligencia.html" target="_blank">http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/nem_so_de_mozart_depende_nossa_inteligencia.html</a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
</div>
</div>
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		<title>MEMÓRIAS CONSOLIDADAS</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:04:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Transformação de nossas lembranças em registros permanentes envolve a reorganização de redes cerebrais que processam estas informações  MEMÓRIAS CONSOLIDADAS  A conversão de uma memória de curto para longo prazo requer mudanças dentro do cérebro que protegem nossas lembranças e conhecimentos tanto da interferência de estímulos como de perdas por danos ou doenças. Esse processo em &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=266">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong><span style="font-size: x-small;">Transformação de nossas lembranças em registros permanentes envolve a reorganização de redes cerebrais que processam estas informações</span> </strong></p>
<p align="justify"><span id="more-266"></span></p>
<p align="center"><span style="font-size: x-small;"><strong>MEMÓRIAS CONSOLIDADAS</strong> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A conversão de uma memória de curto para longo prazo requer mudanças dentro do cérebro que protegem nossas lembranças e conhecimentos tanto da interferência de estímulos como de perdas por danos ou doenças. Esse processo em que as experiências são permanentemente registradas requer tempo e chama-se consolidação. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">&#8220;As porções celular e molecular da consolidação da memória ocorrem geralmente nos primeiros minutos ou horas após o aprendizado e resultam em alterações nos neurônios ou em conjuntos deles&#8221;, afirma o professor Alison R. Preston, do Centro de Aprendizagem e Memória da Universidade do Texas, em Austin. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A mudança envolve a reorganização de redes cerebrais que lidam com o processamento de memórias individuais e pode, por isso, demorar dias ou até anos. A demora ocorre por relacionar também as memórias declarativas &#8211; lembranças de fatos gerais e eventos específicos &#8211; e depende da função do hipocampo e de outras estruturas do lobo temporal médio do cérebro. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Em nível celular, a memória se expressa com mudanças na estrutura e função dos neurônios. Por exemplo, novas sinapses &#8211; as conexões entre neurônios, através das quais eles trocam informações &#8211; podem se formar, permitindo a comunicação entre novas redes neuronais. Alternativamente, sinapses existentes seriam reforçadas para permitir maior sensibilidade na comunicação entre dois neurônios. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Hipocampo e neocórtex </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A consolidação dessas alterações requer a síntese de novo RNA &#8211; ácido ribonucleico responsável &#8211; e de novas proteínas no hipocampo, que transformam mudanças temporárias na transmissão em modificações persistentes na arquitetura das sinapses. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Com o tempo, os sistemas cerebrais superiores também mudam. Inicialmente, o hipocampo trabalha em conjunto com regiões de processamento sensorial distribuídas pelo neocórtex (a camada mais externa do cérebro) para formar as novas lembranças. Nessa área, as representações dos elementos que constituem um evento de nossa vida estão distribuídas por várias regiões cerebrais, de acordo com seu conteúdo. Por exemplo, informações visuais são processadas pelo córtex visual primário no lobo occipital, na parte posterior do cérebro, enquanto informações auditivas são registradas pelo córtex auditivo, localizado nos lobos temporais. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Quando uma lembrança é formada pela primeira vez, o hipocampo rapidamente combina essas informações distribuídas em uma única memória, agindo como um índice de representações nas regiões de processamento sensorial. À medida que o tempo passa, mudanças celulares e moleculares permitem o fortalecimento de conexões diretas entre as regiões neocorticais, possibilitando o acesso às memórias independentemente do hipocampo. Logo, ainda que danos nessa área ocasionados por lesões ou transtornos neurodegenerativos (como o mal de Alzheimer, por exemplo) prejudiquem a habilidade de formar novas memórias declarativas, o problema não afeta as lembranças de fatos ou eventos já consolidados. </span></p>
<div><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
]]></content:encoded>
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		<title>CONCURSO DE INTELIGÊNCIA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">https://livre-sedosoculos.websiteseguro.com/universodainteligencia/?p=264</guid>
		<description><![CDATA[Apesar de sua prodigiosa capacidade intelectual, o homem &#8211; que devasta o planeta em malefício próprio &#8211; dificilmente durará 400 milhões de anos como os tubarões. CONCURSO DE INTELIGÊNCIA   Sidarta Ribeiro Mas, afinal, o que é a inteligência? Muita gente pensa que é aquilo que se mede num teste de quociente de inteligência (QI). A &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=264">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: x-small;">Apesar de sua prodigiosa capacidade intelectual, o homem &#8211; que devasta o planeta em malefício próprio &#8211; dificilmente durará 400 milhões de anos como os tubarões.</span></div>
<div>
<p align="center"><strong><span style="font-family: verdana, geneva;"><span style="font-size: small;"><span id="more-264"></span>CONCURSO DE INTELIGÊNCIA</span></span></strong><strong><em><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: small;"> </span></em></strong><strong><em><span style="font-family: verdana, geneva;"><span style="font-size: x-small;"> </span></span></em></strong></p>
<p align="right"><strong><em><span style="font-family: verdana, geneva;"><span style="font-size: x-small;">Sidarta Ribeiro</span></span></em></strong></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: x-small;">Mas, afinal, o que é a inteligência? Muita gente pensa que é aquilo que se mede num teste de quociente de inteligência (QI). A capacidade de encaixar blocos de madeira ou realizar operações lógicas indica adaptabilidade a problemas desse tipo. Muitos outros tipos de inteligência existem, e para eles o teste de QI não serve. Ser inteligente é encaixar bem com a realidade, dissipando pouca energia e promovendo acomodações quando necessário. Comportamentos essenciais são inatos e estão presentes em todos os animais, como a alimentação, a fuga de predadores e a procriação. Outros comportamentos são aprendidos ao longo da vida, configurando ajustes ao ambiente. No caso do ser humano, a inteligência se baseia num vasto repertório de comportamentos adquiridos, o que nos dá grande flexibilidade de interação com o mundo.Embora tenhamos robustos aparatos neurais para a percepção e ação, grande parte de nosso enorme cérebro é dedicada à estocagem de memórias, tanto de perceptos quanto de atos motores. O arranjo cerebral particular que permite a façanha da civilização humana parece ter evoluído nos últimos 2 milhões de anos, mas data de apenas 10 mil anos a explosão cultural que nos permitiu tomar o planeta de assalto.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: x-small;">Muito antes do advento de nossos ancestrais hominídeos, animais bem diferentes eram os mais inteligentes da praça. Antes mesmo da supremacia dos dinossauros, iniciou-se a duradoura linhagem dos elasmobrânquios, peixes cartilaginosos como os tubarões e as arraias. As evidências fósseis indicam que mudaram muito pouco nos últimos 30 milhões de anos. Singrando o oceano no topo da cadeia alimentar, os tubarões realizam com maestria, desde tempos imemoriais, os três comportamentos inatos essenciais: comer, fugir e procriar. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: x-small;">Antropomorfizado por Hollywood, o formidável tubarão-branco (Carcharodon carcharias) se transformou num ardiloso vilão. Exageros à parte, muitos tubarões têm cérebro proporcionalmente grande para seu peso corporal, superando algumas aves e mamíferos. É um aparato neural de grande sofisticação, em boa parte dedicado à percepção química e elétrica dos arredores. Há também a robusta circuitaria motora, capaz de comandar corpanzis de até 12 metros com a agilidade de torpedos teleguiados. Cérebros que não guardam muitas memórias, mas interagem com o ambiente há 400 milhões de anos com prodigiosa eficiência. Em time que está ganhando a evolução não mexe. </span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: x-small;">E no entanto, muitas espécies de águas rasas estão desaparecendo, pois não há leis internacionais que impeçam a pesca em grande escala dos elasmobrânquios. Especialistas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) reportaram recentemente que 11 de 21 espécies estudadas estão vulneráveis à extinção. O recém-chegado primata bípede, com polegar opositor e cérebro descomunal, aprecia cação frito, moqueca de arraia e sopa de barbatana de tubarão. A inteligência do bicho homem, que devasta o planeta em malefício próprio, dificilmente durará 400 milhões de anos.</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva;"><span style="font-size: xx-small;">Fonte: </span><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/concurso_de_inteligencia.html" target="_blank">http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/concurso_de_inteligencia.html</a></span><span style="font-size: xx-small;">)</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva;"><span style="font-size: xx-small;"><strong>Sidarta Ribeiro</strong> é Ph.D. em neurobiologia pela Universidade Rockefeller e pesquisador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN). Fez pós-doutorado na Universidade Duke (2000-2005) investigando as bases moleculares e celulares do sono e dos sonhos e o papel de ambos no aprendizado.</span></span></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>IMAGENS DO INCONSCIENTE: CIÊNCIA E ARTE</title>
		<link>http://www.universodainteligencia.com.br/?p=262&#038;utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=imagens-do-inconsciente-ciencia-e-arte</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:03:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Tombado pelo Iphan em 2003, o acervo do Museu de Imagens do Inconsciente é o único a articular arte e pesquisa sobre esquizofrenia IMAGENS DO INCONSCIENTE: CIÊNCIA E ARTE Carolina Cantarino  Único no Brasil e no mundo, a trajetória do Museu de Imagens do Inconsciente se confunde com a vida de Dra. Nise da Silveira. &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=262">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Tombado pelo Iphan em 2003, o acervo do Museu de Imagens do Inconsciente é o único a articular arte e pesquisa sobre esquizofrenia</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><strong><span id="more-262"></span>IMAGENS DO INCONSCIENTE: CIÊNCIA E ARTE</strong></span></span></p>
<p align="right"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Carolina Cantarino</span><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Único no Brasil e no mundo, a trajetória do Museu de Imagens do Inconsciente se confunde com a vida de Dra. Nise da Silveira. Seu pensamento e sua obra poderão ser visitados a partir do dia 29 de junho, quando o museu inaugura a exposição &#8220;Nise da Silveira: caminhos de uma psiquiatra rebelde&#8221;. Localizado no bairro Engenho de Dentro na cidade do Rio de Janeiro, o Museu de Imagens do Inconsciente foi fundado pela psiquiatra em 1952. Além de exposições, realiza ateliês de pintura, atividades de ensino, pesquisa e preservação das imagens produzidas por aqueles que vivenciam misteriosos mergulhos no inconsciente. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O conjunto de suas coleções é reconhecido pelo seu valor artístico e científico. Por conta disso, o tombamento de uma parte do acervo do museu foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Iphan em agosto de 2003. “A estrutura do museu possuía, até então, um caráter amadorístico. A partir do tombamento, temos uma outra estrutura, que se reflete na preservação e num melhor acondicionamento das obras. Investimos na identificação e catalogação do acervo e a informatização também ganhou fôlego”, afirma Eurípedes Júnior, vice-diretor do museu. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A proposta de tombamento foi feita pela Sociedade de Amigos do Museu com o apoio da Coordenação Geral de Documentação e Informação do Ministério da Saúde. O objetivo era preservar as obras realizadas, desde 1946, por pacientes do Núcleo de Terapia Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II do Rio de Janeiro. O acervo tombado pelo Iphan compreende oito coleções individuais e uma coleção que reúne 6 autores. Foram tombadas 53.133 obras do acervo diretamente referente a Dra. Nise da Silveira, que conta com 128.909 itens. No total, existem 351.502 obras abrigadas no Museu de Imagens do Inconsciente ao longo dos seus 54 anos de existência. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O grande número de criações que compõem o acervo é explicado pela necessidade das coleções reunirem todas as séries de obras realizadas por cada paciente. “Se uma série for desfalcada de uma só imagem, sua compreensão ficará comprometida. Nesse sentido, o tombamento realizado pelo Iphan auxilia na manutenção das coleções, evitando que as obras se dispersem”, lembra Eurípedes Júnior ao ressaltar uma das principais funções do museu: a pesquisa científica. Desde sua criação, o museu constitui um espaço importante para o desenvolvimento de estudos nas mais diversas áreas como antropologia, psicologia, psiquiatria e história da arte. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Segundo o vice-diretor do museu, o tombamento trouxe mais segurança para a manutenção do acervo. Diante do enfrentamento de dificuldades financeiras por parte de alguns pacientes, houve quem fizesse sugestão para que o museu comercializasse suas obras. A equipe se opôs imediatamente a essa idéia, que contraria seus objetivos. “Os trabalhos produzidos aqui devem ser considerados como documentos relativos a um tratamento terapêutico e não obras de arte” enfatiza Eurípedes Júnior. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Apesar de pertencer institucionalmente ao Ministério da Saúde, com a municipalização dos hospitais do Rio de Janeiro o Museu de Imagens do Inconsciente está sob administração da prefeitura da cidade. Por conta disso, segundo Eurípedes Júnior, o museu enfrenta problemas relativos a recursos humanos e a um quadro reduzido de funcionários. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Arte </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Crítica em relação aos tratamentos psiquiátricos vigentes nos anos 1940 como a lobotomia, o eletrochoque e o coma insulínico, a psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999) criou, em 1946, o Serviço de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, que abrigava cerca de 1500 internos, em sua maioria esquizofrênicos crônicos. Os ateliês de desenho, pintura, modelagem, xilogravura permitiam aos doentes que criassem livremente suas obras, de modo espontâneo e sem qualquer tipo de interferência. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A proposta terapêutica era a de que, por meio da arte, o esquizofrênico pudesse representar o seu mundo interno e se comunicar, possibilitando aos pacientes que suas imagens do inconsciente encontrassem formas de expressão e oferecendo também ao estudioso um meio de acesso ao mundo interno dessas pessoas. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Três meses depois de inaugurado o primeiro ateliê, as obras saíram do espaço do hospital e a grande surpresa das primeiras exposições foi a valorização estética e artística e o reconhecimento como obras de arte que as criações dos pacientes tiveram. Do grupo reunido no primeiro ateliê de Dra. Nise da Silveira é que surgiram Fernando Diniz, Emygdio de Barros, Raphael Domingues, Adelina Gomes, Isaac Liberato, Carlos Pertuis e Octávio Ignácio cujas obras fizeram parte da primeira exposição, realizada em 1946, no Centro Psiquiátrico Nacional. Mais tarde, a mostra foi transferida para a sede do Ministério da Educação e, nesse momento, despertou o interesse de críticos de arte como Mário Pedrosa e Leon Degard (então diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo) que, em 1949, foram os responsáveis pela curadoria da exposição “9 artistas de Engenho de Dentro” realizada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Uma pequena biografia e algumas obras das coleções desses primeiros artistas podem ser visitadas no site do Museu de Imagens do Inconsciente. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A partir daí seguiram-se mais de cem exposições no Brasil e no exterior, assim como participações em congressos internacionais de psiquiatria, ressaltando-se, mais uma vez, o caráter científico e artístico das coleções do museu. Participações mais recentes, como o módulo “Imagens do Inconsciente” na Mostra do Redescobrimento, realizada no Ibirapuera, em 2000, e no Ano do Brasil na França, em 2005, fizeram com que as coleções do museu entrassem, definitivamente, para a história da arte no Brasil e no mundo.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Embora a Dra. Nise da Silveira focalizasse as questões terapêuticas e científicas levantadas pelas obras criadas por seus pacientes, João Frayse-Pereira, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) lembra que a paixão pela arte e o diálogo com a crítica de arte de melhor extração no Brasil deram suporte à psiquiatra para deslocar a problemática da loucura em geral, e da esquizofrenia em particular, do campo da psicopatologia médica para o campo da cultura. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Citando o pintor Jean Dubuffet – que, em 1945, lança a idéia da “arte bruta” (art brut) para qualificar artisticamente a criação de não-profissionais, sobretudo de psiquiatrizados – Frayze-Pereira acredita que mais do que um núcleo de pesquisa em esquizofrenia, o Museu de Imagens do Inconsciente inaugura um campo de sentidos em que arte, psicologia e política se articulam. “Nas composições desses artistas, cujo diagnóstico é freqüentemente sem esperança (esquizofrenia incurável), cumprem-se as duas exigências da arte: “ser a destruição da comunicação comum e ser a criação de uma outra comunicação”. Isto é, ser a instauração de uma comunicação incomum”, lembra o psicólogo em artigo publicado na revista Estudos Avançados. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">A principal ferramenta para a compreensão das imagens produzidas pelos internos veio do diálogo com a psicologia de Carl Jung. Além da produção das imagens, um ambiente favorável e afetuoso era importante para o processo de cura dos pacientes. Cães e gatos &#8211; considerados pela Dra. Nise da Silveira como “co-terapeutas” &#8211; sempre estiveram presentes. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Com a intenção de transformar o tratamento psiquiátrico – restrito, então, aos asilos e instituições hospitalares &#8211; é que a Dra. Nise criou a Casa das Palmeiras, em 1956, a primeira iniciativa no Brasil a demonstrar a viabilidade do tratamento terapêutico em regime de portas abertas. A experiência inaugurou uma nova política de saúde mental que se espalhou, através de iniciativas semelhantes em outros lugares do Brasil, fortalecendo-se, assim, a luta pela reforma manicomial. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;">Fonte:<a href="http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=190" target="_blank">http://www.revista.iphan.gov.br/materia.php?id=190</a></span></p>
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		<title>PESQUISAS AFIRMAM QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR NO SANGUE PREJUDICA A MEMÓRIA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Um novo estudo afirma que altos níveis de açúcar no sangue podem prejudicar a memória ao afetar o giro denteado, uma área do cérebro dentro do hipocampo que ajuda na formação de memórias. PESQUISAS AFIRMAM QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR NO SANGUE PREJUDICA A MEMÓRIA Por Roni Caryn Rabin (The New York Times) Altos níveis &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=260">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><span style="font-size: x-small;">Um novo estudo afirma que altos níveis de açúcar no sangue podem prejudicar a memória ao afetar o giro denteado, uma área do cérebro dentro do hipocampo que ajuda na formação de memórias.</span></div>
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<p align="center"><strong><span id="more-260"></span>PESQUISAS AFIRMAM QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR NO SANGUE PREJUDICA A MEMÓRIA</strong></p>
<p align="right"><em>Por Roni Caryn Rabin (</em><em>The New York Times</em>)</p>
<p>Altos níveis de açúcar no sangue podem prejudicar a memória ao afetar o giro denteado, uma área do cérebro dentro do hipocampo que ajuda na formação de memórias, como afirma um novo estudo.</p>
<p>Pesquisadores relatam que os efeitos podem ser vistos mesmo quando os níveis de açúcar no sangue, ou glicose, são apenas moderadamente elevados, uma descoberta capaz de ajudar a explicar a diminuição normal cognitiva relacionada à idade, pois a regulação da glicose diminui quando envelhecemos.</p>
<p>&#8220;Se concluirmos que isso está por trás do declínio cognitivo normal relacionado à idade, então afeta a todos nós&#8221;, afirmou o investigador principal, Dr. Scott A. Small, professor associado de neurologia do Columbia University Medical Center.</p>
<p>A capacidade de regular a glicose começa a se deteriorar na terceira ou quarta década de vida, ele disse, acrescentando que, como a regulação da glicose melhora com a prática de atividades físicas, &#8220;temos uma recomendação comportamental: exercite-se&#8221;.</p>
<p>No estudo, os pesquisadores utilizaram ressonância magnética funcional de alta resolução para mapear regiões do cérebro de 240 participantes idosos. Eles descobriram uma correlação entre altos níveis de glicose no sangue e o reduzido volume do mesmo no cérebro, ou fluxo sanguíneo, no giro denteado, indicando a redução da atividade e da função metabólica naquela região do cérebro.</p>
<p>Ao manipular níveis de açúcar no sangue de roedores e macacos, os pesquisadores tentaram confirmar uma relação de causa e efeito entre o alto nível de glicose e o reduzido volume de sangue, disse Small. O estudo, financiado em parte pelo Instituto Nacional de Envelhecimento, foi publicado na edição de dezembro do &#8220;Annals of Neurology&#8221;.</p>
<p>Bruce S. McEwen, diretor do laboratório de neuroendocrinologia da Universidade Rockefeller, em Nova York, não esteve envolvido na pesquisa e afirmou que as descobertas do estudo eram &#8220;convincentes&#8221;, com importantes implicações não só para os idosos, mas também para um número crescente de crianças e adolescentes acima do peso com risco de diabetes tipo 2.</p>
<p>&#8220;Quando pensamos em diabetes, pensamos em doenças cardíacas e todas as consequências para o resto do corpo, mas geralmente não lembramos do cérebro&#8221;, disse ele. &#8220;Precisamos realmente nos preocupar com isso&#8221;.</p>
<p>&#8220;É necessário pensar nos riscos fundamentais não só de doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos, mas também em relação às habilidades cognitivas, e se esses jovens conseguirão atender à demanda da educação em uma sociedade complexa e acelerada. É essa parte que me assusta terrivelmente&#8221;.</p>
<p>Estudos observacionais anteriores mostraram que a atividade física reduz o risco de declínio cognitivo, e pesquisas também descobriram que a diabetes aumenta o risco de demência. Estudos anteriores também encontraram uma relação entre a diabetes tipo 2 e disfunções no giro denteado.</p>
<p>Sheri Colberg-Ochs, professora associada de ciência do exercício da Old Dominion University, em Norfolk, Virgínia, contou que a pesquisa descobriu que exercícios regulares, até mesmo atividades físicas leves, poderiam compensar os efeitos potencialmente negativos da diabetes tipo 2 na função cognitiva. Não está claro qual é o mecanismo, ela disse, mas pode ter alguma relação com o efeito da insulina.</p>
<p>&#8220;Esse novo estudo é interessante, pois permite uma compreensão maior de que região do hipocampo é provavelmente mais afetada pela diabete não-controlada&#8221;, concluiu.</p>
<p>Porém, Small, autor responsável pelo estudo, disse que a elevação nos níveis de glicose no sangue no novo estudo era mais sutil e não seria considerada uma doença.</p>
<p>&#8220;É parte do processo normal de envelhecimento, tanto quanto as rugas na pele&#8221;, explicou ele. &#8220;Acontece com todos nós inexoravelmente, e piora progressivamente ao longo da vida&#8221;.</p>
<p><span style="font-size: xx-small;">Fonte: </span><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2009/01/07/ult4477u1232.jhtm" target="_blank">http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2009/01/07/ult4477u1232.jhtm</a></span></p>
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		<title>PESSOAS CALMAS TÊM MENOS RISCO DE DEMÊNCIA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo da Academia Americana de Neurologia concluiu que pessoas mais calmas e relaxadas têm 50% menor risco de desenvolver demência em comparação às pessoas com tendência a se estressar.A pesquisa envolveu 506 idosos que não sofriam de demência ao serem examinados inicialmente  PESSOAS CALMAS TÊM MENOS RISCO DE DEMÊNCIA &#160; Risco de desenvolver doença é &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=258">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Estudo da Academia Americana de Neurologia concluiu que pessoas mais calmas e relaxadas têm 50% menor risco de desenvolver demência em comparação às pessoas com tendência a se estressar.A pesquisa envolveu 506 idosos que não sofriam de demência ao serem examinados inicialmente</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><span id="more-258"></span> </span><strong>PESSOAS CALMAS TÊM MENOS RISCO DE DEMÊNCIA</strong><strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><span style="text-decoration: underline;">Risco de desenvolver doença é 50% menor; pesquisa envolveu 506 idosos.</span></p>
<p>Pessoas mais relaxadas e sem propensão a se estressar podem ter menor probabilidade de desenvolver demência, de acordo com estudo divulgado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.<br />
A pesquisa envolveu 506 idosos que não sofriam de demência ao serem examinados inicialmente. O grupo recebeu questionários para apurar detalhes sobre sua personalidade e estilo de vida.<br />
O estudo concluiu que pessoas mais calmas e relaxadas têm 50% menor risco de desenvolver demência em comparação às pessoas com tendência a se estressar.Os participantes foram acompanhados por seis anos e, durante esse período, 144 deles desenvolveram demência.<br />
Personalidade</p>
<p>Nos questionários entregues às pessoas que participaram da pesquisa, as questões relativas à personalidade identificaram pessoas com diferentes graus de estresse. Também foi avaliado o nível de extroversão no diálogo com outras pessoas.<br />
Através de análises das respostas, os cientistas constataram que as pessoas que não se estressavam com facilidade eram calmas e satisfeitas, enquanto que as que se estressavam facilmente eram emocionalmente instáveis, negativas e ansiosas.<br />
Os extrovertidos receberam uma pontuação mais alta no questionário e eram socialmente ativos e otimistas, em comparação a pessoas com pontuação mais baixa, geralmente reservadas e introspectivas.<br />
O questionário sobre estilo de vida determinou como cada pessoa participava regularmente em atividades de lazer e sociais.<br />
&#8220;No passado, estudos mostraram que estresse crônico pode afetar partes do cérebro, tais como o hipocampo, possivelmente levando à demência, mas outros resultados sugeriram que ter uma personalidade calma e extrovertida combinado com um estilo de vida socialmente ativo pode reduzir ainda mais o risco de se desenvolver demência&#8221;, disse o autor do estudo, Hui-Xin Wang, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.<br />
&#8220;A boa notícia é que fatores ligados ao estilo de vida podem ser modificados, ao contrário de fatores genéticos, que não podem ser controlados. Mas estes são resultados preliminares então ainda não está claro como exatamente a atitude influencia o risco de demência&#8221;, disse Wang.<br />
<span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: xx-small;">Fonte:</span><span style="color: #000000;"> </span><strong><span style="color: #000000; font-size: xx-small;"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0" target="_blank">http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0</a>,,MUL963249-5603,00-PESSOAS+CALMAS+TEM+MENOS+RISCO+DE+DEMENCIA+DIZ+ESTUDO.html</span></strong></span></span></p>
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		<title>MEMÓRIA: FALHAS E ESQUECIMENTOS TEM CURA?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assim como toda máquina, com o tempo a nossa memória se desgasta. E para garantir vida útil à memória &#8211; responsável por receber, processar, armazenar e evocar para o nível consciente todas as informações recebidas através dos cinco sentidos: audição, olfato, paladar, visão e tato-, é necessário uma boa &#8220;assistência especializada&#8221;.  MEMÓRIA: FALHAS E ESQUECIMENTOS &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=256">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Assim como toda máquina, com o tempo a nossa memória se desgasta. E para garantir vida útil à memória &#8211; responsável por receber, processar, armazenar e evocar para o nível consciente todas as informações recebidas através dos cinco sentidos: audição, olfato, paladar, visão e tato-, é necessário uma boa &#8220;assistência especializada&#8221;. </span></p>
<p align="center"><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><span id="more-256"></span>MEMÓRIA: FALHAS E ESQUECIMENTOS TEM CURA?</span></span></strong><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"> </span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O cérebro humano pode ser comparado a um computador de última geração, com a vantagem que sua potência consegue ser infinitamente superior. Enquanto um micro super potente tem em média a capacidade de 128 milhões de bites, o cérebro possui o equivalente a 10 quatrilhões de bites.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">As comparações não param por aí. Assim como toda máquina, com o tempo a nossa memória se desgasta. E para garantir vida útil à memória &#8211; responsável por receber, processar, armazenar e evocar para o nível consciente todas as informações recebidas através dos cinco sentidos: audição, olfato, paladar, visão e tato-, é necessário uma boa &#8220;assistência especializada&#8221;.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Segundo o professor e médico ortomolecular, Dr. Marcos Natividade, durante a vida as células nervosas morrem gradativamente, mas em contrapartida, o número de sinapses (pontos de contato entre as células) aumenta. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">&#8220;Uma pessoa adulta conta com o auxílio dos neurotransmissores, que levam as informações às células nervosas. É como uma grande rede elétrica cheia de contatos que podem diminuir. Porém, se as transmissões se tornarem cada vez mais eficientes nada se percebe e a função continua normal&#8221;, exemplifica o especialista.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O tratamento ortomolecular é ótima opção àqueles que começam a sofrer alterações da memória devido à idade, cansaço, estresses ou excesso de trabalho. &#8220;O tratamento consiste no uso da molécula correta (orto = correto) para obtermos um bom funcionamento do organismo. Para isso, faremos a reposição de todos os nutrientes vitais de forma equilibrada&#8221;, explica Dr. Marcos Natividade*. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Quando o organismo não absorve corretamente os nutrientes, ou simplesmente há falta de certos compostos, a saúde fica suscetível às doenças. Isto também se aplica nas alterações da memória. &#8220;Há outros casos de diminuição da memória por conta da intoxicação pelo contato direto com o alumínio, encontrado em panelas, desodorantes, embalagens e protetor solar&#8221;, frisa o especialista. Neste caso, um simples exame de sangue é incapaz de diagnosticar a intoxicação, pois o organismo isola os tóxicos nos ossos, cabelos e tecidos do corpo. </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">É neste momento que entra em cena os fundamentos da ortomolecular já que somente exames especializados são capazes de apontar as causas da perda de memória. &#8220;Através de exames específicos, como a Avaliação Funcional, é possível diagnosticar o quadro do paciente e iniciar o tratamento de reposição dos nutrientes&#8221;, esclarece. &#8220;Durante o tratamento, é preciso que haja também disposição do paciente na ajuda para obter resultados mais rápidos. Muitas vezes em uma semana é possível notar diferença&#8221;.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Além da reposição dos nutrientes e uma dieta equilibrada, é fundamental fazer exercícios de treinamento à memória. Palavras cruzadas, contas matemáticas, relatar fatos lidos, vistos ou ouvidos em veículos de comunicação aos familiares e amigos, jogos de memória para crianças, baralho, dama e xadrez, são alguns dos exercícios indicados, que estimulam os neurotransmissores e ajudam a memória a se manter sã.</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">*Dr. Marcos Natividade é médico graduado pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (Uberaba &#8211; MG).</span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"> </span><br />
<span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;">Publicado em 29/1/2009 / <a href="http://www.guiarioclaro.com.br/" target="_blank">http://www.guiarioclaro.com.br/</a></span></p>
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		<item>
		<title>A AMPLIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[O conceito de inteligência se amplia no campo científico, sendo vista agora &#8220;como a combinação harmoniosa de diversas habilidades, entre elas a memória, a motivação e a capacidade de suportar esforços mentais&#8221; A AMPLIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas O conceito de inteligência se amplia no campo científico, sendo vista agora &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=254">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p align="justify"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">O conceito de inteligência se amplia no campo científico, sendo vista agora &#8220;como a combinação harmoniosa de diversas habilidades, entre elas a memória, a motivação e a capacidade de suportar esforços mentais&#8221;</span></p>
<p align="center"><strong><span id="more-254"></span>A AMPLIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA HUMANA</strong></p>
<p align="right">Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas</p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O conceito de inteligência se amplia no campo científico, sendo vista agora &#8220;como a combinação harmoniosa de diversas habilidades, entre elas a memória, a motivação e a capacidade de suportar esforços mentais&#8221;. Entretanto, essas pesquisas e tentativas dos cientistas e estudiosos da matéria, &#8220;que se dedicam à gigantesca tarefa de escarafunchar o cérebro em busca das fugidias raízes químicas do pensamento e das emoções&#8221;, se defrontam com um abismo que os impede de transcender e desvendar o mistério do pensamento, esse agente causal do comportamento humano, pois o homem, equivocadamente, &#8220;sempre considerou que seus pensamentos, o mesmo que as volições ou impulsos de seu caráter, emanavam do cérebro&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">O cérebro é o cofre físico onde reside a mente humana, órgão psíquico, espaço dimensional e causa da vida e existência do ser humano.</span><span style="font-size: x-small;">Em artigo publicado no &#8220;El Diário&#8221; de Montevidéu, em 11 de agosto de 1938, o humanista CARLOS BERNARDO GONZÁLEZ PECOTCHE, declarou que a Logosofia pode dar ao mundo as bases para uma nova investigação, proclamando a mente como principal fator da vida em todas as suas ordens e manifestações.</span><span style="font-size: x-small;">E assevera, em determinada altura de seu trabalho que, &#8220;na França a palavra mente não existe, e se isto acontece no país que ocupou os primeiros postos e avantajado sempre aos demais pela agudeza de seu espírito investigador e estudioso, temos sobrados motivos para declarar que nem na Sorbona nem em parte alguma da Europa se assinalou à mente a menor importância&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">E mais na frente, nesse artigo publicado em 1938, num jornal do Uruguai, PECOTCHE afirmava que &#8220;não é o cérebro o que produz as idéias nem dá forma aos pensamentos, senão a mente. Cérebro também têm os animais e entretanto, não temos notícia alguma de que a tal ou qual representante da fauna, se lhe haja ocorrido lançar uma idéia ou propor-nos algum pensamento. Porém, em certos animais, como o cachorro, o cavalo, o macaco, etc., se observam os primeiros rudimentos mentais, ainda quando é indubitável que prevalece neles um forte instinto que supre prodigiosamente as faculdades que o homem possui em sua mente, inclusive a mesma inteligência&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Em estudos desenvolvidos sobre a mente chegamos à conclusão de que ela é o espaço psicológico onde se encontram as faculdades mentais e os pensamentos.</span><span style="font-size: x-small;">Por meio da mente o homem sabe que existe, e o sabe em razão do conhecimento que só a mente contém como meio de expressão da sabedoria. Sem a mente, ensina a ciência logosófica, &#8220;o ser humano não poderia ter consciência de sua existência e muito menos haveria de conseguir que esta fosse útil e proveitosa para si e para os demais&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">A Logosofia assinalou a existência de um sistema mental em todo ser humano, sem se basear em abstrações de caráter meramente especulativo. Ela materializou a psique humana, consignou-lhe uma fisiologia independente da conformação anatômica do corpo e estabeleceu a colocação material da mente em relação direta com o cérebro, dando-lhe uma forma e um volume conforme a seu desenvolvimento e evolução.</span><span style="font-size: x-small;">O geneticista francês Alberto Jacquard entende que &#8220;o homem nasce com apenas 30% de suas conexões cerebrais feitas. Isso significa que o trabalho de humanização, de educação e aprendizado é que fará o restante&#8221;. Nos animais superiores, especialmente nos primatas, 70% das conexões estão prontas ao nascer. Nos cães, esse número é de 75%, nos golfinhos, de 80%, e nos répteis, de 98%. As conexões que os animais recebem &#8220;de fábrica&#8221; formam basicamente o instinto que os orienta pelo resto da vida. Os treinadores de animais trabalham no pouco que resta de conexões ainda virgens para ensinar os bichos. Amestrar um cão é mais fácil do que treinar uma cobra cascavel, exatamente porque no réptil o número de conexões a serem feitas é bem menor. &#8220;O grande mistério do cérebro humano é que ele só se enriquece se for utilizado&#8221; explica Jacquard. &#8220;A cada novo aprendizado os neurônios (células cerebrais) se rearranjam e não há limite físico para isso, pois o número de células nervosas é tão grande que nunca serão todas utilizadas, mesmo que o homem pudesse viver quatro séculos&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Essa considerada descoberta recentíssima, não era novidade para GONZÁLEZ PECOTCHE, autor da ciência logosófica, que previu tudo quanto o homem pode necessitar em base de conhecimentos oportunos para efetuar sem maiores dificuldades sua evolução consciente para uma vida superior, concebida e realizada mediante uma gradual transformação mental e psicológica do indivíduo através de processos internos de invaloráveis resultados.</span><span style="font-size: x-small;">A bem da verdade, PECOTCHE, em um de seus livros, &#8220;Logosofia (Tratado Elemental de Enseñanza), publicado no ano de 1936, já demonstrava com a mais absoluta evidência, que &#8220;a mente está radicada na parte superior do ser, intimamente ligada ao cérebro e a suas adjacências imediatas, dependendo em muito a segurança de seu funcionamento, da educação das células cerebrais, o que se observará mediante a realização de certos procedimentos especiais indicados no capítulo que trata sobre Biognosis&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Dessa forma, essa nova ciência do homem, evidencia mais uma vez que o ensinamento logosófico está genialmente adaptado às necessidades atuais e tem uma repercussão imediata nos destinos do homem.</span><span style="font-size: x-small;">Também, em 1938, em artigo aqui citado, o autor da Logosofia, afirma que &#8220;É a perseverante educação do instinto mediante a constante vigilância que o homem exerce sobre o animal fazendo-o repetir movimentos ou executar ordens, o que faz aparecer a este como se atuasse com inteligência, mas não se deve esquecer que só se comporta com lucidez quando obedece a essas ordens, vale dizer, quando a inteligência do homem o conduz; porém se se o deixa só, mercê de sua própria iniciativa, ali se acaba a inteligência e aparece a besta, salvo casos muito excepcionais em que guia o animal, mais o instinto afetivo, que o que possa pensar-se um traço de inteligência&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Logosoficamente, a inteligência é o fator mental de maior potência no homem, sendo seu desenvolvimento de capital importância na ilustração do indivíduo.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;É o eixo central do mecanismo mental em torno do qual giram todas as atividades internas e externas do ser&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">E, ainda, em 1936, na obra citada, há revelações de que &#8220;todos os seres humanos nascem ignorantes por ser a inteligência neles só uma faculdade latente e invisível. À medida que crescem, esta se vai desenvolvendo e a maioria recorre ao estudo para ajudar a essa faculdade a conquistar altas posições na mentalidade e portanto, a adquirir todo o esplendor que fora mister para lograr o êxito no rumo que segue&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;A preparação escolar e universitária &#8211; continua &#8211; tem por objetivo ilustrar e cultivar a inteligência dentro de uma linha de conduta que permite ao estudante conhecer tudo aquilo que lhe é estritamente indispensável para sua formação científica e social, porém ao se afastar das aulas, salvo raros casos, a maioria se limita ao que aprendeu, desinteressando-se pelos demais assuntos que poderiam servir-lhe de luz para lograr conhecimentos maiores&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;O ente humano que desenvolve sua inteligência mediante os ensinamentos logosóficos, descobre com eles a parte divina que contém seu ser. Portanto, a chama da inteligência, ao ser constantemente avivada, com o treinamento mental logosófico e vigorizada com o oxigênio moral e espiritual dos ensinamentos, haverá de permitir ao homem cumprir com seu objetivo com toda eficiência&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Conclui-se que os trabalhos científicos recentes e divulgados sobre a inteligência já foram descobertos pela Ciência Logosófica desde 1930, com a criação da Escola Logosófica de Superação Humana e vêm sendo praticados e experimentados por um número cada vez mais crescente de estudiosos e investigadores desses estudos analíticos e experimentais, reveladores dos mistérios da vida e descobridores dos mais recônditos segredos da natureza em todos os seus aspectos. </span><span style="font-size: x-small;"> </span><span style="font-size: x-small;">existência do ser humano.</span><span style="font-size: x-small;">Em artigo publicado no &#8220;El Diário&#8221; de Montevidéu, em 11 de agosto de 1938, o humanista CARLOS BERNARDO GONZÁLEZ PECOTCHE, declarou que a Logosofia pode dar ao mundo as bases para uma nova investigação, proclamando a mente como principal fator da vida em todas as suas ordens e manifestações.</span><span style="font-size: x-small;">E assevera, em determinada altura de seu trabalho que, &#8220;na França a palavra mente não existe, e se isto acontece no país que ocupou os primeiros postos e avantajado sempre aos demais pela agudeza de seu espírito investigador e estudioso, temos sobrados motivos para declarar que nem na Sorbona nem em parte alguma da Europa se assinalou à mente a menor importância&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">E mais na frente, nesse artigo publicado em 1938, num jornal do Uruguai, PECOTCHE afirmava que &#8220;não é o cérebro o que produz as idéias nem dá forma aos pensamentos, senão a mente. Cérebro também têm os animais e entretanto, não temos notícia alguma de que a tal ou qual representante da fauna, se lhe haja ocorrido lançar uma idéia ou propor-nos algum pensamento. Porém, em certos animais, como o cachorro, o cavalo, o macaco, etc., se observam os primeiros rudimentos mentais, ainda quando é indubitável que prevalece neles um forte instinto que supre prodigiosamente as faculdades que o homem possui em sua mente, inclusive a mesma inteligência&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Em estudos desenvolvidos sobre a mente chegamos à conclusão de que ela é o espaço psicológico onde se encontram as faculdades mentais e os pensamentos.</span><span style="font-size: x-small;">Por meio da mente o homem sabe que existe, e o sabe em razão do conhecimento que só a mente contém como meio de expressão da sabedoria. Sem a mente, ensina a ciência logosófica, &#8220;o ser humano não poderia ter consciência de sua existência e muito menos haveria de conseguir que esta fosse útil e proveitosa para si e para os demais&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">A Logosofia assinalou a existência de um sistema mental em todo ser humano, sem se basear em abstrações de caráter meramente especulativo. Ela materializou a psique humana, consignou-lhe uma fisiologia independente da conformação anatômica do corpo e estabeleceu a colocação material da mente em relação direta com o cérebro, dando-lhe uma forma e um volume conforme a seu desenvolvimento e evolução.</span><span style="font-size: x-small;">O geneticista francês Alberto Jacquard entende que &#8220;o homem nasce com apenas 30% de suas conexões cerebrais feitas. Isso significa que o trabalho de humanização, de educação e aprendizado é que fará o restante&#8221;. Nos animais superiores, especialmente nos primatas, 70% das conexões estão prontas ao nascer. Nos cães, esse número é de 75%, nos golfinhos, de 80%, e nos répteis, de 98%. As conexões que os animais recebem &#8220;de fábrica&#8221; formam basicamente o instinto que os orienta pelo resto da vida. Os treinadores de animais trabalham no pouco que resta de conexões ainda virgens para ensinar os bichos. Amestrar um cão é mais fácil do que treinar uma cobra cascavel, exatamente porque no réptil o número de conexões a serem feitas é bem menor. &#8220;O grande mistério do cérebro humano é que ele só se enriquece se for utilizado&#8221; explica Jacquard. &#8220;A cada novo aprendizado os neurônios (células cerebrais) se rearranjam e não há limite físico para isso, pois o número de células nervosas é tão grande que nunca serão todas utilizadas, mesmo que o homem pudesse viver quatro séculos&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Essa considerada descoberta recentíssima, não era novidade para GONZÁLEZ PECOTCHE, autor da ciência logosófica, que previu tudo quanto o homem pode necessitar em base de conhecimentos oportunos para efetuar sem maiores dificuldades sua evolução consciente para uma vida superior, concebida e realizada mediante uma gradual transformação mental e psicológica do indivíduo através de processos internos de invaloráveis resultados.</span><span style="font-size: x-small;">A bem da verdade, PECOTCHE, em um de seus livros, &#8220;Logosofia (Tratado Elemental de Enseñanza), publicado no ano de 1936, já demonstrava com a mais absoluta evidência, que &#8220;a mente está radicada na parte superior do ser, intimamente ligada ao cérebro e a suas adjacências imediatas, dependendo em muito a segurança de seu funcionamento, da educação das células cerebrais, o que se observará mediante a realização de certos procedimentos especiais indicados no capítulo que trata sobre Biognosis&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Dessa forma, essa nova ciência do homem, evidencia mais uma vez que o ensinamento logosófico está genialmente adaptado às necessidades atuais e tem uma repercussão imediata nos destinos do homem.</span><span style="font-size: x-small;">Também, em 1938, em artigo aqui citado, o autor da Logosofia, afirma que &#8220;É a perseverante educação do instinto mediante a constante vigilância que o homem exerce sobre o animal fazendo-o repetir movimentos ou executar ordens, o que faz aparecer a este como se atuasse com inteligência, mas não se deve esquecer que só se comporta com lucidez quando obedece a essas ordens, vale dizer, quando a inteligência do homem o conduz; porém se se o deixa só, mercê de sua própria iniciativa, ali se acaba a inteligência e aparece a besta, salvo casos muito excepcionais em que guia o animal, mais o instinto afetivo, que o que possa pensar-se um traço de inteligência&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">Logosoficamente, a inteligência é o fator mental de maior potência no homem, sendo seu desenvolvimento de capital importância na ilustração do indivíduo.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;É o eixo central do mecanismo mental em torno do qual giram todas as atividades internas e externas do ser&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">E, ainda, em 1936, na obra citada, há revelações de que &#8220;todos os seres humanos nascem ignorantes por ser a inteligência neles só uma faculdade latente e invisível. À medida que crescem, esta se vai desenvolvendo e a maioria recorre ao estudo para ajudar a essa faculdade a conquistar altas posições na mentalidade e portanto, a adquirir todo o esplendor que fora mister para lograr o êxito no rumo que segue&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;A preparação escolar e universitária &#8211; continua &#8211; tem por objetivo ilustrar e cultivar a inteligência dentro de uma linha de conduta que permite ao estudante conhecer tudo aquilo que lhe é estritamente indispensável para sua formação científica e social, porém ao se afastar das aulas, salvo raros casos, a maioria se limita ao que aprendeu, desinteressando-se pelos demais assuntos que poderiam servir-lhe de luz para lograr conhecimentos maiores&#8221;.</span><span style="font-size: x-small;">&#8220;O ente humano que desenvolve sua inteligência mediante os ensinamentos logosóficos, descobre com eles a parte divina que contém seu ser. Portanto, a chama da inteligência, ao ser constantemente avivada, com o treinamento mental logosófico e vigorizada com o oxigênio moral e espiritual dos ensinamentos, haverá de permitir ao homem cumprir com seu objetivo com toda eficiência&#8221;.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Conclui-se que os trabalhos científicos recentes e divulgados sobre a inteligência já foram descobertos pela Ciência Logosófica desde 1930, com a criação da Escola Logosófica de Superação Humana e vêm sendo praticados e experimentados por um número cada vez mais crescente de estudiosos e investigadores desses estudos analíticos e experimentais, reveladores dos mistérios da vida e descobridores dos mais recônditos segredos da natureza em todos os seus aspectos. </span></p>
<p><span style="font-size: xx-small;">Fonte <a href="http://www.artigos.com/artigos/humanas/filosofia/a-ampliacao-da-inteligencia-humana-609/artigo/#rev-576" target="_blank">http://www.artigos.com/artigos/humanas/filosofia/a-ampliacao-da-inteligencia-humana-609/artigo/#rev-576</a></span></p>
</div>
</div>
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		<title>PERCEPÇÃO E INTELIGÊNCIA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[O especialista que só se interessa pelos assuntos de sua especialidade restringe sua percepção, desfavorecendo o processo de encontrar novas soluções, mesmo dentro de sua especialidade. PERCEPÇÃO E INTELIGÊNCIA Prof. Luiz Machado A palavra percepção é formada pelo prefixo latino per– que indica “através de”, “por intermédio de” e cepção, do latim ­–“ceptio”, derivado do verbo capere (Pronuncia-se /cápere/), “tomar, agarrar, &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=252">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: x-small;">O especialista que só se interessa pelos assuntos de sua especialidade restringe sua percepção, desfavorecendo o processo de encontrar novas soluções, mesmo dentro de sua especialidade.<span id="more-252"></span></span></span></p>
<div align="center">
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><strong><span style="font-size: small;">PERCEPÇÃO E INTELIGÊNCIA</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="right"><strong><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Prof. Luiz Machado</span></span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A palavra <em>percepção</em> é formada pelo prefixo latino <em>per</em>– que indica “através de”, “por intermédio de” e <em>cepção</em>, do latim ­–“ceptio”, derivado do verbo <em>capere</em> (Pronuncia-se /<strong>cá</strong>pere/), “tomar, agarrar, pegar”. Assim, <em>percepção</em> indica a “ação de adquirir conhecimento (de algo) por meio dos sentidos comuns”. Referimo-nos a “sentidos comuns” porque consideramos a existência de outros sentidos que são exercidos por atividades mentais além do limite da consciência. Neste caso, forjamos a palavra<em>subceber</em>, com o mesmo elemento –<em>cepção,</em> para indicar não o que é percebido pelos sentidos comuns, mas sim o que é subcebido, isto é, ”captado” abaixo destes. O substantivo do verbo <span style="text-decoration: underline;">subceber</span> é <span style="text-decoration: underline;">subcepção</span>. A palavra <em>percepção</em>, no campo da aquisição de conhecimentos, liga-se a <em>cognição</em>, que é a operação do intelecto pela qual captamos dados e informações e os estruturamos. A cognição é comumente considerada como a mais importante das funções cognitivas, mas nós consideramos a<em>subcepção</em> ainda mais importante que ela. Muita gente fala em <em>percepção</em> como sinônimo de inteligência, mas esta vai operar dentro dos limites do que foi percebido e do que foi captado e estruturado pela cognição. Mas percepção e inteligência não são sinônimos, pois a inteligência vai acontecer dentro dos limites do que foi percebido e conhecido pelos sentidos, quer comuns, quer especiais. Assim, para aumentar a inteligência, devemos ampliar a percepção e a cognição. Surge, então, a perguntar: “E como fazemos isso?” – Primeiramente, por uma disposição de fazê-lo, um propósito de ampliar a percepção para aumentar a inteligência. A mesma coisa com a cognição, procurando agudizar os sentidos. Depois, tornar significativa a aquisição de conhecimentos, desenvolvendo a curiosidade, para entender tudo que puder em profundidade, indo às origens dos conhecimentos, vale dizer, tornando a aprendizagem significativa, como fizemos, por exemplo, com as palavras <em>percepção</em> e<em>subcepção</em> no início deste artigo.A esta altura, os leitores se perguntam: mas como ampliar a percepção? Respondemos: de várias maneiras, inicialmente pela convicção de que ela pode ser ampliada; em seguida, aprendendo como os grandes pensadores, filósofos, viram o mundo, como perceberam coisas que nós não vimos. Os grandes filósofos, os cientistas célebres apenas viram, perceberam coisas despercebidas pelos outros seres humanos. Mas há uma maneira bem prática de ampliar a percepção, pelo exercício de encontrar analogias. A palavra <em>analogia</em> vem do grego <em>ana</em>, neste caso, com o sentido de “de acordo com” e –<em>lógos</em>, neste caso, com o sentido de “proporção” e indica o processo de pensar encontrando relações do tipo: “a luva está para a mão, assim como a meia está para o pé”. Essa é uma analogia bem simples, mas o processo pode ir se aprofundando, pois as analogias são ilimitadas e cada vez que elas se distanciam do objeto inicial, a percepção vai se ampliando.</span></span></p>
<p>Também, para ampliar a percepção, precisamos ter múltiplos e variados interesses. O especialista que só se interessa pelos assuntos de sua especialidade restringe sua percepção, desfavorecendo o processo de encontrar novas soluções, mesmo dentro de sua especialidade.</p>
<p><strong><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Professor Luiz Machado, Ph.D.</span></strong><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">Cientista Fundador da Cidade do Cérebro</span></strong><strong></strong></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Mentor da Emotologia</strong><strong></strong></span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">Fonte: <a href="http://www.cidadedocerebro.com.br/newsletter_percepcao_e_inteligencia.asp" target="_blank">http://www.cidadedocerebro.com.br/newsletter_percepcao_e_inteligencia.asp</a></span></span></p>
</div>
</div>
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		<title>INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL</title>
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		<comments>http://www.universodainteligencia.com.br/?p=250#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 21:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[A robotização, o auxílio a projetos de engenharia e o auxilio à própria programação de computadores são algumas das aplicações práticas da Inteligência Artificial. Esta tecnologia permite a criação de programas mais &#8220;inteligentes&#8221; capazes de tarefas complexas. Inteligência Artificial &#8211; Quebrando paradigmas * Por Roberto dos Santos Rabello  O objetivo desta coluna é quebrar principalmente &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=250">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p align="left"><span style="font-size: x-small;">A robotização, o auxílio a projetos de engenharia e o auxilio à própria programação de computadores são algumas das aplicações práticas da Inteligência Artificial. Esta tecnologia permite a criação de programas mais &#8220;inteligentes&#8221; capazes de tarefas complexas.</span></p>
<h3 align="center"><span id="more-250"></span>Inteligência Artificial &#8211; Quebrando paradigmas</h3>
<p align="right"><span style="font-size: x-small;"><strong>* Por Roberto dos Santos Rabello</strong> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O objetivo desta coluna é quebrar principalmente aquela visão de que a Inteligência Artificial é a vendida pela mídia, principalmente pelo cinema, muito longe da nossa realidade, nada mais conveniente do que começar descrevendo sobre o que é Inteligência Artificial? Com certeza, muitos leitores fizeram esta pergunta, e esta é uma boa oportunidade para eliminar algumas dúvidas sobre está área tão interessante da informática. </span><span style="font-size: x-small;">A definição exata deste termo é motivo de discussão entre os especialistas da área. Uma definição bastante esclarecedora é a de E. Rich (1991) para a qual, Inteligência Artificial(IA) é o &#8220;estudo de como fazer os computadores realizarem tarefas as quais, até o momento, os homens fazem melhor&#8221;. Ou ainda a definição de J.L. Laurière (1990): &#8220;Todo problema para o qual nenhuma solução algorítmica é conhecida, é um problema da IA&#8221;. Ou seja, as tarefas relacionadas com o processamento simbólico, reconhecimento de imagens e tudo o que envolva &#8220;aprendizado&#8221;. Um computador convencional é capaz de realizar cálculos extremamente complexos, que se realizados por um homem, poderiam levar dezenas de anos, mas no entanto, não é capaz de distinguir uma cadeira de metal de uma de madeira, coisa que uma criança de três anos é capaz de fazer. </span><span style="font-size: x-small;">Baseado nisso, conclui-se que a IA tem por objetivo implementar numa máquina, a possibilidade de realizar tarefas que uma criança é capaz de realizar mas o mais poderoso dos supercomputadores ainda não. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>Aplicações:</strong> Primeiramente, a IA, focalizava as tarefas formais (como jogos, teoremas, resolução de problemas gerais). Com o desenvolvimento, a IA, passou a focalizar as tarefas de percepção (visão e fala) através da utilização do senso comum, a compreensão da linguagem natural e a solução de problemas em domínios especializados (engenharia, medicina ou finanças), como o diagnóstico médico e análises clínicas. </span><span style="font-size: x-small;">As aplicações da inteligência artificial para empresas: Os produtos com IA foram desenvolvidos para ajudá-lo a racionalizar e gerenciar uma empresa, objetivando aumentar a sua produtividade, bem como colocá-lo à frente dos seus concorrentes com significativo retorno na relação custo/benefício. Empresas especializadas em IA desenvolvem programas na área de tecnologia do conhecimento. São produtos e programas que colocam a sua disposição, de forma prática, toda a potencialidade da tecnologia da IA, compatível com quase todos os equipamentos de processamento de dados encontrados atualmente no mercado. Essas empresas podem ajudá-lo também a construir protótipos de Sistemas Especialistas ou apoiá-lo na implantação de outros produtos de Inteligência Artificial. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>O que são Sistemas Especialistas e Engenheiros de Conhecimento:</strong> </span><span style="font-size: x-small;">Sistema Especialista(SE) é uma aplicação da IA. São chamados assim porque contêm o conhecimento de um especialista na área de aplicação dentro de um programa. </span><span style="font-size: x-small;">Os Engenheiros ou Analistas de Conhecimento seriam, então, os analistas de sistemas em Inteligência Artificial, que juntamente com o técnico designado pela empresa usuária criariam o Sistema Especialista. </span><span style="font-size: x-small;">O Sistema Especialista é ferramenta fundamental para áreas como indústria, educação, medicina, comércio, finanças e jurídica, ou seja, em quase todos os segmentos onde se requer um especialista. Sua utilização destaca-se, especialmente, em sistemas de apoio à decisão. </span><span style="font-size: x-small;">As aplicações resultam em projeções, diagnósticos, prognósticos, monitoração, simulação, manutenção, treinamento e controle. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>Quais seriam os usuários da inteligência artificial?</strong> A robotização, o auxílio a projetos de engenharia e o auxilio à própria programação de computadores são algumas das aplicações práticas da Inteligência Artificial. Esta tecnologia permite a criação de programas mais &#8220;inteligentes&#8221;, entre os quais os Sistemas Especialistas capazes de tarefas complexas, como um diagnóstico médico ou uma decisão financeira, administrativa e comercial. Atualmente, os grandes centros de informática dos Estados Unidos, Japão e Europa aplicam Inteligência Artificial e Sistemas Especialistas na solução de problemas empresariais. A GE e a WESTINGHOUSE (EUA), utilizando Inteligência Artificial, conseguiram acréscimo de 10% no seu faturamento global, segundo revistas especializadas americanas. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>Sistema de apoio à decisão:</strong> O próximo desafio dos administradores será a utilização de recursos computacionais baseados em conhecimentos, e não mais em sistemas de informações gerenciais, onde o homem estuda todas as informações e, com sua própria experiência, toma decisões. Os administradores terão várias bases de conhecimento (embutidas nos sistemas especialistas) e trabalharão com DSS &#8211; Sistema de Suporte às Decisões, onde além de sua experiência, eles contarão com a experiência de outros especialistas, cujos conhecimentos estarão armazenados nos computadores, de acordo com as técnicas de Inteligência Artificial. Na Inteligência Artificial estudam-se técnicas que tornam os computadores capazes de tomar decisões, de forma parecida com o ser humano. Estudam-se técnicas de representação de conhecimentos, heurísticas (soluções de problemas) e raciocínios lógicos que darão boas soluções para trabalhar com conhecimentos. O Sistema de Suporte às Decisões(DSS) ajuda os homens a tomar decisões mais eficientes. Em outras palavras poderíamos dizer que IA são programas que fazem os computadores parecerem inteligentes. </span><span style="font-size: x-small;">Podemos concluir que o grande objetivo da IA ainda está um pouco distante &#8211; é permitir que o usuário &#8220;fale&#8221; com o computador em uma linguagem humana como o inglês ou o português, e fazer com que o computador responda na mesma língua. Uma verdadeira IA, deve ser capaz de fazer isto. Espera-se que algum dia, por meio de uma simples conversa, as pessoas sejam capazes de explicar uma tarefa que seja executada e o computador responda a contento. </span><span style="font-size: x-small;">A inteligência dos computadores depende das pessoas que os fazem; como eles não conseguem &#8220;pensar&#8221; por si, temos que lhes dar instruções muito especificas para cada função executada. Os seres humanos vem ao mundo &#8221; programados&#8221; para aprender a falar; metade do trabalho já esta feito. Para fazer um computador entender uma língua, não apenas temos de dividir esta língua em seus elementos básicos, e inserir esses dados no computador, como também temos de desenhar computadores e programas de computadores que em primeiro lugar aceitem essas informações. No futuro esperamos que os computadores consigam não só armazenar informações, mas a partir delas tomar decisões exatamente como um ser humano. Isso não quer dizer que seremos substituídos por computadores, mas que teremos tempo para tarefas mais importantes relacionadas à sobrevivência de nossa empresa. </span><span style="font-size: x-small;">Sem dúvida este texto, talvez um pouco didático, nos faz pensar qual o futuro da Inteligência Artificial, e neste momento podemos lembrar do filme &#8220;Inteligência Artificial&#8221; e &#8220;O homem bicentenário&#8221;, onde temos uma reprodução fiel de todas as características do ser humano, inclusive dos aspectos cognitivos. Sempre falo aos meus alunos a seguinte frase: O Futuro da Inteligência Artificial é incerto, porém, sabemos aonde ela quer chegar: Na reprodução fiel da Inteligência humana. Esta frase serve para refletirmos o quanto esta tecnologia é ambiciosa. </span></p>
<p align="right"><span style="font-size: x-small;"><em>* Roberto dos Santos Rabello é professor da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.</em> </span><span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size: xx-small;">Fonte: </span><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=6310" target="_blank">http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=6310</a></span></p>
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		<title>O ELO PERDIDO DA FALA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 21:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova pesquisa sugere que uma área do cérebro dedicada ao processamento de vozes não é unicamente humana, como durante muito tempo se acreditou O ELO PERDIDO DA FALA  por Pascal Belin   O uso de vocalizações – como grunhidos, cantos ou latidos – é extremamente comum em todo o reino animal. No entanto, a espécie humana &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=248">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
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<div><strong><span style="font-size: x-small;">Nova pesquisa sugere que uma área do cérebro dedicada ao processamento de vozes não é unicamente humana, como durante muito tempo se acreditou<span id="more-248"></span></span></strong></p>
<p align="center"><strong>O ELO PERDIDO DA FALA</strong><strong> </strong></p>
<p align="right"><strong></strong><em><span style="font-size: x-small;">por Pascal Belin</span></em><span style="font-size: x-small;"> </span><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O uso de vocalizações – como grunhidos, cantos ou latidos – é extremamente comum em todo o reino animal. No entanto, a espécie humana é a única em que essa capacidade alcançou a sofisticação e a eficiência comunicativa da fala. Mas como nossos ancestrais se tornaram os únicos animais falantes, milhares de anos atrás? Essa mudança ocorreu de forma abrupta, envolvendo a aparição de uma nova região cerebral ou de um outro padrão de conexões mentais? Ou ela ocorreu por meio de um processo evolucionário gradual, no qual estruturas cerebrais, já presentes até certo ponto em outros animais, foram colocadas em prática em um uso mais complexo?</span><span style="font-size: x-small;">Um estudo recente publicado na <em>Nature Neuroscience </em>rendeu novas informações, ajudando a desvendar o que pode constituir o “elo perdido” entre o cérebro de humanos e de outros animais: evidências de que uma região cerebral, especializada no processamento da voz tem uma contraparte no cérebro do macaco reso.</span><span style="font-size: x-small;">O neurocientista Christopher I. Petkov, do Instituto Max Planck para Cibernética Biológica, em Tübingen, na Alemanha, coordenou um grupo de pesquisadores que usou exames de ressonância magnética funcional para medir a atividade cerebral de macacos acordados que ouviam diferentes categorias de sons, incluindo vocalizações de animais de sua espécie.</span><span style="font-size: x-small;">Durante o estudo, os pesquisadores encontraram evidências de uma “área da voz” no córtex auditivo desses espécimes: uma região discreta do lóbulo temporal anterior na qual a atividade era bem maior para as vocalizações dos macacos do que para outras categorias sonoras. Essa região foi observada em vários indivíduos, mesmo sob o efeito de anestesia geral. De forma surpreendente, a área teve redução de atividade induzida pela repetição em resposta a diferentes chamados, vindos do mesmo animal. Segundo os cientistas, parece ter havido uma adaptação neuronal à situação. Tal descoberta sugere que essa área processa informação sobre a identidade do falante, fenômeno também relativo ao processo da fala humana.</span><span style="font-size: x-small;">Talvez a implicação mais notável dessas descobertas seja a de que a região vocal anteriormente identificada no cérebro das pessoas não seja algo único do homem e tenha contrapartida no cérebro de outros primatas. A novidade significa que essa área teve uma longa história evolutiva e, provavelmente, já estava presente no ancestral comum a macacos e humanos há 20 milhões de anos. É sabido que os talentos cognitivos que fundamentam a percepção da voz, tal como o reconhecimento do falante, são compartilhados com muitos outros animais, mas as descobertas de Petkov e seus colegas fornecem a localização mais precisa dessas habilidades no cérebro.</span><span style="font-size: x-small;">Ironicamente, a maior parte da pesquisa sobre a base evolucionária da linguagem se concentrou, até o momento, em uma única função – a percepção da fala – que está presente apenas nos seres humanos e, portanto, é difícil, se não impossível, identificar os precursores evolucionários. As descobertas atuais indicam outra estratégia possivelmente mais recompensadora: talvez examinar o que temos em comum com outros animais – isto é, um rico substrato cerebral para processar e extrair informações relacionadas ao falante – nos permitirá entender processo da fala. Realmente, as descobertas de Petkov indicam que quando nossos ancestrais começaram a falar, já estavam equipados com uma maquinaria neural sofisticada, especializada na ação vocal.</span><span style="font-size: x-small;">Uma característica essencial dos resultados do estudo é que a atividade pertinente à voz era mais forte no hemisfério direito do cérebro. A adaptação neural específica da identidade foi observada apenas no hemisfério direito do cérebro do símio, exatamente como nos estudos de humanos. Isso mostra que o hemisfério direito pode ter representado um papel importante na forma como a fala surgiu em nossos ancestrais, e que uma resposta para o quebra-cabeça da evolução vocal pode não residir apenas no hemisfério esquerdo. </span><span style="font-size: x-small;">Há muito trabalho a ser feito antes de obter se uma compreensão completa do papel funcional da área da voz em macacos e em seres humanos. Várias hipóteses permanecem não testadas. A região vocal representa preferência estrutural por uma composição acústica específica de vocalizações da própria espécie de um indivíduo? Ou é apenas um campo especializado em detectar características vocais em geral? Outra vertente é que a área da voz é, na verdade, um esqueleto “social” ajustado para as vocalizações, porque são pistas para a interação em sociedade e não porque elas compartilham uma estrutura acústica específica?</span><span style="font-size: x-small;">Em conclusão, as novas propostas oferecem um excitante substrato comum para cognição de alto nível ou complexa que pode ser estudada em paralelo entre seres humanos e macacos. Agora que a localização da região vocal no cérebro do primata foi estabelecida, pesquisadores buscarão obter informações suplementares fundamentais em um futuro próximo, explorando a área da voz do macaco com o uso de técnicas eletrofisiológicas mais convencionais, tais como gravar diretamente dos neurônios. Esse trabalho abre caminhos para estudos comparativos de imagiologia neural, nos quais humanos e outros animais realizam tarefas semelhantes, usando metodologias parecidas.</span><strong><span style="font-size: x-small;"> </span></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><strong>Pascal Belin</strong> é professor de psicologia da Universidade de Glasgow</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: xx-small;"><a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_elo_perdido_da_fala.html" target="_blank">http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_elo_perdido_da_fala.html</a></span></p>
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		<title>SERENDIPITY: A AGRADÁVEL SURPRESA DA INTELIGÊNCIA ACIDENTAL</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 21:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A pasteurização do raciocínio &#8211; não só no ambiente científico,  mas também no  acadêmico  e  empresarial &#8211;   pode limitar nossas  chances  de  criar coisas  realmente  novas.  &#160; Indução e dedução contribuem para expandir o conhecimento  existente, mas  não  constroem  conceitos   verdadeiramente inéditos.  &#160; Novas idéias precisam de um quê de irracionalidade, acaso, criatividade e &#8211; &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=246">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>A pasteurização do raciocínio &#8211; não só no ambiente científico,  mas também no  acadêmico  e  empresarial &#8211;   pode limitar nossas  chances  de  criar coisas  realmente  novas. </strong></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>Indução e dedução contribuem para expandir o conhecimento  existente, mas  não  constroem  conceitos   verdadeiramente inéditos. </strong></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>Novas idéias precisam de um quê de irracionalidade, acaso, criatividade e &#8211; especialmente &#8211; uma apuradíssima capacidade  de  observação. Envolve, freqüentemente, ver o que todos vêem, mas pensar o que ninguém pensa. &#8221;</strong></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>Autor: Rodolfo Araújo</strong></p>
<p><span id="more-246"></span></p>
<h4>Serendipity: a agradável surpresa da inteligência acidental</h4>
<p>&nbsp;<br />
Por <a href="http://www.administradores.com.br/home/raraujo28/" target="_blank"><strong>Rodolfo Araújo</strong></a></p>
<p>&nbsp;<br />
Em tempos de crise é muito comum as pessoas buscarem causas ocultas para as coisas que vem dando errado na economia. Costumo dizer que tais causas não eram tão ocultas assim &#8211; apenas eram consideradas como pouquíssimo prováveis e, portanto, não eram levadas em consideração. Mas uma conjunção de fatores tidos como improváveis acabaram por deflagrar o que estamos vivendo hoje. Ainda que um tanto negativas, são surpresas que nos pegaram desprevenidos.</p>
<p>Mas e as <strong>surpresas positivas</strong>, não acontecem também? Claro que sim! Muitas e em vários aspectos da nossa vida, em diferentes ambientes e sob vários disfarces. Algumas delas precisam, inclusive, de um empurrãozinho.</p>
<p>Essa é a essência da estranha palavra do título:<em>serendipity</em> (na falta de uma tradução equivalente &#8211; seria serendipidade? &#8211; vai em inglês mesmo). A origem do termo remonta ao séc. XVIII quando Horace Walpole descreveu, em carta a um amigo, um conto de fadas persa sobre as aventuras de três príncipes que faziam descobertas ao acaso enquanto viajavam pela região de Serendip (antigo Ceilão, atual Sri Lanka).</p>
<p>Descobriram, por exemplo, que pela estrada por onde caminhavam havia passado uma mula caolha (pois a grama na beira da estrada estava comida apenas do lado que ela enxergava, apesar de no outro ser mais vistosa e abundante), manca (já que seu rastro era falho) e com alguns dentes faltando (o corte ficou irregular).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center">
**********</p>
<p>&nbsp;<br />
De lá para cá, <em>serendipity</em> tem sido usado para descrever aquelas descobertas feitas ao acaso, como que sem querer. Recentemente li uma inspiradora coletânea desses casos em <em>Happy accidents: serendipity in modern medical breakthroughs</em>, de Morton Meyers (Arcade Publishing Inc., 2007).</p>
<p>Com um enfoque nos avanços da medicina (o autor é médico), o livro descreve os <strong>fortuitos acontecimentos</strong> que desencadearam as mais espetaculares revoluções no tratamento das doenças. Passando por áreas tão distintas quanto <strong>cardiologia</strong>, <strong>infectologia</strong>, <strong>oncologia</strong> e <strong>psiquiatria</strong>, Meyers relata como o acaso possibilitou salvar milhões de vidas e aliviar o sofrimento de outras tantas.</p>
<p>Conta, por exemplo, como dois cientistas alemães descobriram as <strong>propriedades elétricas do coração</strong>, ao dissecar rãs e deixar, acidentalmente, sobre o coração pulsante de uma, os nervos da pata de outra, provocando nesta movimentos involuntários conforme o ritmo cardíaco daquela. Ou como soldados atacados com gás mostarda na Segunda Guerra experimentavam drásticas reduções em tumores malignos, desencadeando os estudos das <strong>primeiras drogas oncológicas</strong> realmente efetivas.</p>
<p>&nbsp;<br />
Ou ainda, como John Cade, um desconhecido psiquiatra australiano perseguiu sua crença de que pacientes maníacos excretavam ácido úrico altamente concentrado. Ao testar sua hipótese, Cade encontrou problemas de solubilidade com suas amostras e a alternativa encontrada, o <strong>urato de lítio</strong>, revelou uma das maiores revoluções na psiquiatria moderna.</p>
<p>&nbsp;<br />
Até hoje, mais de cinqüenta anos depois, o lítio permanece como um dos principais tratamentos para pacientes com <strong>mania grave</strong>, graças aos inesperadamente calmos porquinhos da índia observados pelo Dr. Cade.</p>
<p>Mas talvez nenhuma outra descoberta científica ao acaso seja tão celebrada quanto a <strong>penicilina</strong> (não vou entrar no mérito do Viagra, que era pesquisado para ser um anti-hipertensivo). Uma seqüência de ocorrências improváveis levou esporos de fungo do laboratório no andar de baixo (que pesquisava agentes causadores de asma) até o local onde o bacteriologista escocês Alexander Fleming cultivava seus famosos <em>staphylococcus</em>.</p>
<p>Ocorre que, sete anos antes, Fleming descobrira as propriedades antissépticas da lisozima (uma substância presente na lágrima, na saliva e no muco) quando, durante uma gripe, <strong>seu nariz escorreu</strong> sobre uma cultura de bactérias.</p>
<p>Mais do que sugerir que <strong>Fleming era um desastrado</strong>, esses eventos serviram para condicionar sua mente a procurar explicações para fatos aparentemente corriqueiros e sem relevância. Ensinaram-lhe a <strong>buscar a pergunta que se encaixava à resposta</strong> que ele havia acabado de encontrar. Algo que os que flutuaram em suas banheiras antes de Arquimedes, ou viram maçãs caírem de árvores antes de Newton não aprenderam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda que a simples identificação do fungo não tenha levado ao imediato desenvolvimento da forma final da penicilina &#8211; o que só ocorreu mais de uma década depois e pelas mãos de outros pesquisadores &#8211; Fleming iniciou uma revolução numa área aparentemente banal para nós hoje. Mas basta mencionar que cerca de <strong>metade dos soldados mortos</strong> na Primeira Guerra Mundial não morreram em virtude de tiros nem explosões, mas por causa de infecções &#8211; muitas vezes causadas por ferimentos leves.</p>
<p>Diversas listas de descobertas acidentais freqüentemente incluem a anestesia, o celofane, dinamite, nylon (que por sinal são as iniciais das capitais da moda quando da sua descoberta: NY e Londres), PVC, vacina de sarampo, aço inoxidável, Teflon, raios-X, forno de microondas e outros. Mas como tantos acidentes assim acontecem dentro dos ambientes que deveriam primar pela organização, precisão e previsibilidade?</p>
<p>&nbsp;<br />
A verdade é que a lista é, provavelmente, muito maior do que os próprios cientistas querem que acreditemos. No provocante ensaio <em>Accidental Innovation</em> (<em>Harvard Business School working paper</em> 06-206, 2006), Austin, Devin e Sullivan argumentam que muitos pesquisadores preferem omitir o papel desempenhado pela sorte em seus trabalhos, temendo que isso possa diminuir ou desmerecer seus resultados.</p>
<p>Os autores foram mais além e pesquisaram as histórias por trás das descobertas que levaram aos Prêmios Nobel de Medicina e Fisiologia, no período entre 1980 e 2005. Nada menos do que 13 em 27 (48%) incluem algum tipo de sorte em suas narrativas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center">
**********</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas se <em>serendipity</em> é algo assim tão bom &#8211; por contribuir para a inovação &#8211; por que temos a impressão que nossos assépticos laboratórios tentam negá-la, baní-la, em vez de fomentá-la? A primeira parte da pergunta foi mencionada uns parágrafos atrás, especulando em torno do receio de que o público leigo atribua o trabalho de uma vida à mera sorte.</p>
<p>O Dr. Stoskopf responde com outra pergunta: &#8220;Será que o peso cada vez maior dos controles externos na experimentação e exploração científicas não diminuem o benefício potencial da ciência, ao limitar as oportunidades para as descobertas ao acaso?&#8221; (<em>Observation and Cogitation: How serendipity provides the building blocks of scientific discovery</em> - ILAR Journal, Vol 46, Núm 4, 2005).</p>
<p>Mas a segunda parte&#8230; bem, como se precipita a sorte? De que forma se alimenta o acaso? É possível favorecer um acidente? Como se subverte tão descaradamente o método científico? Como os três príncipes testariam a hipótese de que a mula era manca?</p>
<p><strong>A pasteurização do raciocínio &#8211; não só no ambiente científico, mas também no acadêmico e empresarial &#8211; pode limitar nossas chances de criar coisas realmente novas. Indução e dedução contribuem para expandir o conhecimento existente, mas não constroem conceitos verdadeiramente inéditos. Novas idéias precisam de um quê de irracionalidade, acaso, criatividade e &#8211; especialmente &#8211; uma apuradíssima capacidade de observação. Envolve, freqüentemente, ver o que todos vêem, mas pensar o que ninguém pensa. </strong></p>
<p>Estimula-se <em>serendipity</em>, pois, quando se desprende a mente do pesquisador &#8211; ou do administrador, empreendedor &#8211; das convenções, das regras e das idéias pré-estabelecidas. Para criar e inovar é preciso um observador neutro, treinado para apreciar eventos inéditos sem viéses pré-concebidos sobre o que deveria acontecer. É preciso ver as coisas com a mesma curiosidade como se fosse a primeira vez.</p>
<p>Todos conhecemos a sensação de <em>déjà vu</em>, um forte sentimento de que já experimentamos algo anteriormente, mesmo que isso não tenha acontecido. <em>Vujà dé</em> é exatamente o oposto: a sensação de ver algo pela primeira vez, mesmo que já tenhamos visto inúmeras vezes. E com esses novos olhos devemos buscar o que não se encaixa ou o que se encaixa bem demais, o que se parece com outras coisas ou o que não se parece com nada.</p>
<p>Desse olhar descompromissado, dessa <strong>curiosidade aleatória</strong>, da capacidade de unir o que parece incompatível e da criatividade incomum surgem os avanços mais surpreendentes, as inovações mais improváveis. Desses hábitos, mais eficazes que os outros sete &#8211; ou oito &#8211; constrói-se <em>serendipity</em>, a <strong>sagacidade acidental</strong>.</p>
<p>Está prestando atenção?</p>
<p>_____________________________________</p>
<p><strong>VISITE O MEU BLOG:</strong> <strong><a href="http://rodolfo.typepad.com/" target="_blank">http://rodolfo.typepad.com</a></strong></p>
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		<title>LIVRO DISCUTE SE A INTERNET ESTÁ &#8216;DESTRUINDO MENTES&#8217;</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 21:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
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		<description><![CDATA[LIVRO DISCUTE SE A INTERNET ESTÁ &#8216;DESTRUINDO MENTES&#8217; Autor acredita que tecnologia tirou o pensamento aprofundado do homem. Ele desativou contas em redes sociais para criar a tese. Fonte: Reuters LIVRO DISCUTE SE A INTERNET ESTÁ &#8216;DESTRUINDO MENTES&#8217; &#160; &#160; Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=244">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; font-size: small;">LIVRO DISCUTE SE A INTERNET ESTÁ &#8216;DESTRUINDO MENTES&#8217;</span></p>
<h2><span style="font-size: small;">Autor acredita que tecnologia tirou o pensamento aprofundado do homem.</span></h2>
<h2><span style="font-size: small;">Ele desativou contas em redes sociais para criar a tese.</span></h2>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;">Fonte: Reuters<br />
<span id="more-244"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva; font-size: small;">LIVRO DISCUTE SE A INTERNET ESTÁ &#8216;DESTRUINDO MENTES&#8217;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a internet está destruindo as mentes das pessoas, ele restringiu seu acesso a e-mails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.</p>
<p>Seu novo livro &#8220;The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains&#8221; (&#8220;O que a internet está fazendo com nosso cérebro&#8221;) argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.<br />
&#8220;Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência&#8221;, disse Carr.<br />
&#8220;Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de e-mail de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esse tipo de coisa realmente faz a diferença&#8221;, afirmou ele.<br />
Depois de inicialmente se sentir &#8220;perdido&#8221; por sua súbita falta de conexão on-line, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.<br />
Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida &#8220;O Google está nos tornando estúpidos?&#8221; e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossa mente.<br />
O livro examina a história da leitura e aborda como o uso de diferentes mídias muda o cérebro. Explorando como a sociedade mudou da tradição oral para a palavra escrita e para a internet, ele detalha como a mente se reorganiza para se ajustar a novas fontes de informações.<br />
A leitura na internet mudou de forma fundamental a maneira como nós usamos o cérebro, segundo o autor.<br />
Encarando uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas, além de incessantes interrupções geradas por mensagens de texto, emails, atualizações no Facebook, tweets, blogs e feeds RSS, nossa mente se acostumou a navegar e a escanear informações.<br />
Como resultado, desenvolvemos habilidades na tomada de decisões rápidas, particularmente as baseadas em estímulos visuais, afirma Carr. Mas, agora, a maioria de nós lê com pouca frequência livros, ensaios longos ou artigos que nos ajudam a concentrar e sermos mais introspectivos e contemplativos, diz o autor.<br />
<strong>Bibliotecários?</strong><br />
Para Carr, estamos nos tornando mais como bibliotecários, capazes de encontrar rapidamente informações e perceber quais são as melhores, do que acadêmicos que são capazes de digerir e interpretar a informação.<br />
A falta de foco afeta a memória de longo prazo, levando muitas pessoas a se sentirem distraídas, afirma o autor.<br />
&#8220;Nunca ativamos as funções mais profundas, interpretativas de nosso cérebro&#8221;, disse ele.<br />
Para ilustrar esse ponto, ele compara a memória de curto prazo a um dedal e a de longo prazo a uma grande banheira. Ler um livro é como encher a banheira com água a partir de um fluxo constante de uma torneira, com cada porção de informação sendo construída a partir da anterior.<br />
Em contraste, a internet é um conjunto infinito de torneiras abertas ao máximo, nos deixando tomados de porções pequenas de informações desconexas para encher a banheira, o que torna mais difícil para a mente fazer as conexões necessárias que permitiriam seu uso posteriormente.<br />
&#8220;O que estamos perdendo é todo um conjunto de outras habilidades mentais, aquelas que requerem não a mudança de nosso foco, mas a manutenção dele sobre um ponto&#8221;, disse o autor. &#8220;Contemplação, introspecção, reflexão, não há espaço ou tempo para isso na internet&#8221;.<br />
Carr sustenta que durante séculos os livros protegeram a mente da distração, concentrando o foco em um assunto por vez.<br />
Mas com aparelhos como Kindle e iPad, que incorporam leitores de livros digitais a browsers de internet, se tornando comuns, Carr afirma que os livros também vão mudar.<br />
&#8220;Novas formas de leitura sempre exigem novas formas de escrita&#8221;, diz ele.<br />
Se os escritores atuam em uma sociedade que é cronicamente distraída, eles inevitavelmente vão desistir de argumentos complexos que requerem atenção contínua para escreverem pequenas quantidades de informação.<br />
Carr tem uma sugestão para aqueles que sentem que navegar pela internet os deixou incapazes de concentração: reduza o ritmo, se afaste da internet e pratique as habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.</p>
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		<title>MAPAS MENTAIS &#8211; UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 21:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas para Inteligência]]></category>

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		<description><![CDATA[Um texto rápido sobre as potencialidades de estudantes, pais ou educadores transformarem a vida escolar, própria ou de suas crianças, numa época mais produtiva de desenvolvimento de habilidades de fixação de conhecimentos. Mesmo que não guardemos muito boas lembranças de nossos esforços escolares e que não lembremos muito bem como memorizar ou aprender, esse artigo &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=235">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto rápido sobre as potencialidades de estudantes, pais ou educadores transformarem a vida escolar, própria ou de suas crianças, numa época mais produtiva de desenvolvimento de habilidades de fixação de conhecimentos. Mesmo que não guardemos muito boas lembranças de nossos esforços escolares e que não lembremos muito bem como memorizar ou aprender, esse artigo pretende apontar para a possibilidade de resgatarmos pelo menos uma boa parte de nossas competências de aprendizado e de gerenciamento de informações, cada vez mais valiosas &#8211; sendo que os segredos talvez estejam logo nos nossos primeiros anos escolares.</p>
<p><span id="more-235"></span></p>
<h2>Contexto</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Se avaliarmos os manuscritos de algumas das mentes mais brilhantes que conhecemos, talvez nos surpreendamos com o fato de muitos deles não utilizarem única e exclusivamente a palavra como forma de expressão e registro de informações. Leonardo Da Vinci, Einstein, entre muitos outros, tinham o hábito de anotar seus pensamentos, invenções, descobertas e conhecimentos através de símbolos, ilustrações, gráficos, flechas, ícones, além das palavras. Registros que mais se pareceriam com rascunhos ou mesmo as folhas dos cadernos de alunos que desenham durante as aulas. Pesquisadores do aprendizado hoje comprovaram que diferentes formas de expressão gráfica podem indicar um repertório maior de estratégias mentais envolvidas no processamento cerebral de informações e conhecimentos. Segundo pesquisas, essa é a principal diferença que faz a diferença entre aqueles excelentes alunos que, curiosamente, não são os que mais se esforçam!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Artigo</h2>
<p>Autora: Viviani Bovo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Mapas Mentais &#8211; Uma Brincadeira de Criança</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Hora de fazer o dever de casa! Que hora mais desesperadora para muitos adultos e crianças. Você já deve ter se deparado com a cena de uma criança sentada à mesa, cabeça apoiada nas mãos, totalmente desmotivada em frente ao seu caderno ou livro, com a grande incumbência de fazer sua lição de casa. Nessa situação muitas vezes ela grita por socorro, e lá vai você, normalmente o adulto mais próximo, aventurar-se em ajudá-la. Como você também já passou pelo mesmo processo quando era criança, a primeira coisa que pensa é &#8220;Isso é realmente uma tortura, porque será que fazem isso com as crianças?!&#8221;. Mas como não pode dizer o que pensou para seus filhos, respira fundo com autoridade e coragem dizendo: &#8220;Vamos lá&#8230; Você tem que fazer isso, é preciso. Lembre-se que é sua única obrigação como criança&#8221;, assim, juntos, fazem daquela próxima hora um verdadeiro sacrifício a dois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">O que normalmente acontece nessa hora é o seguinte, o você começa a ler o material de estudo em voz alta junto com a criança, que parece que estar atenta, mas a cabecinha dela talvez esteja voando longe. Quando acaba de ler, pergunta se ela entendeu, só por desencargo de consciência, pois você já sabe que a resposta que é &#8220;não&#8221;. Então, do seu jeito, tenta explicar-lhe usando os exemplos do livro e, quem sabe, talvez ainda peça para a criança copiar a lição para poder &#8220;decorar&#8221; tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">A criança até faz tudo aquilo que você mandou, mas com a cabeça na liberdade e diversão que vêm depois disso&#8230; E o que resta daquilo que ela estudou? Ou repetiu? Talvez alguma coisa para a próxima prova. Mas para o futuro, que ela possa levar consigo durante mais tempo? NADA!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">E tudo o que a criança precisava era de uma boa dose de motivação e diversão, que faria toda a diferença. Mas não se sinta mal por isso, afinal de contas você também não deve ter tido isso dos seus pais, e somente sobra a possibilidade de fazer da mesma forma que aprendeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Porém se você deseja ou imagina que tudo poderia ser diferente, só não sabe como, relaxe e continue lendo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">O que a criança quer? Ela quer brincar, quer que as coisas sejam agradáveis e interessantes, e se assim for, aprender é uma conseqüência agradável, e não um objetivo árido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">As crianças amam os lápis e as canetas coloridas, papéis em tamanho grande para serem pintados e rabiscados, assim como os desenhos e a liberdade de fantasiar. Se ainda tiverem companhia para tais aventuras, então muitas se realizam com muito pouco. Então por que você não aproveita tudo isso a favor de ambos? Do aprendizado, da motivação e da diversão dela, enquanto ainda pode tornar as coisas mais fáceis e alegres para si mesmo(a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Como fazer isso? É muito simples: utilize os Mapas Mentais. Não precisa se preocupar em saber fazer para começar, primeiro você começa e depois que estiver colhendo os resultados com certeza vai querer saber mais sobre essa ferramenta, até acabar descobrindo que é utilizada desde crianças até executivos de grandes grupos empresarias. É uma excelente ferramenta de gestão de informações e de desenvolvimento do raciocínio, enquanto possui uma estrutura valiosa para absorver a atenção e melhorar a qualidade da memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Imagine algo simples, muito simples, que qualquer professor de escola poderia utilizar a seu favor, embora normalmente desperdice apenas por ignorância: &#8220;O que aconteceria se cada uma das crianças que desenham durante os estudos, aproveitasse essa inclinação ou dom naturais para elaborar ilustrações ou desenhos relacionados com a fixação dos conteúdos da aula?&#8221; E se todas aquelas cores e formas, que tanto atraem a atenção infantil, estivessem relacionadas com a necessidade de seus cérebros representarem os conteúdos também numa forma que fosse absorvida pelos seus sentimentos e percepções subjetivas, processadas pelo hemisfério cerebral direito?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Talvez você concorde conosco que a habilidade de pintar ou desenhar que possuímos na infância e adolescência poucas vezes sobrevive às investidas inibidoras de nossa cultura de hemisfério cerebral esquerdo (racionalista e lógica), graças ao esforço de alguns de nossos professores escolares em nos dissuadir de desenvolver tais competências&#8230; E se isso pudesse ser utilizado à nosso favor. Possivelmente muitos de nós não teriam se tornado &#8220;analfabetos&#8221; em cores, formas, desenhos e representações gráficas. Talvez também fosse possível utilizar a música (ou qualquer outro estímulo que seja processado pelo nosso hemisfério cerebral direito) como &#8220;instrumento&#8221; de focalização de atenção nos estudos, tal qual fazem alguns adolescentes para estudar, cujo rendimento escolar é digno de nota.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Voltando para a nossa criança, como você deve então utilizar os Mapas Mentais? Aqui vão as dicas para você começar a lidar com os deveres de casa de forma divertida e atraente para as crianças e também para si, quem sabe, já que nunca é tarde para resgatarmos nossas habilidades adormecidas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Você vai precisar do seguinte material: folhas de papel branco, de preferência grandes (A3 ou maior) que você deve usar na horizontal, muitos lápis e canetas coloridas, recortes de jornais e revistas velhas, adesivos e talvez um tubo de cola;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Como estudar com a criança passo a passo: você identifica os conteúdos a serem tratados no dever de casa ou na matéria a ser estudada para a prova. Em seguida convida a criança a representar os conceitos-chave do assunto com desenhos ou figuras. Isso é muito divertido se você permitir que a criança faça qualquer tipo de ilustração que represente, para ela, o conceito, mesmo que seja algo abstrato ou o desenho dela seja absurdo &#8211; isso não importa. O que mais vale é estimular a criança a se relacionar com o material de forma divertida e criativa, enquanto focaliza sua mente no contexto que lhe servirá de &#8220;porta&#8221; de acesso aos ambientes mentais nos quais guardará seus conhecimentos, tirando assim o peso da obrigação e ficando na atmosfera de brincadeira cujos sentimentos sejam bons e podem absorve-a e entretê-la por horas seguidas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Depois que tiverem desenhos ou figuras para representar os principais conceitos ou palavras da matéria, convide a criança para começar a montar o Mapa Mental na folha de papel grande&#8230; Veja como fazer no exemplo prático que descrevemos abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Quando o Mapa Mental estiver pronto, você irá se surpreender ao notar que a criança já terá absorvido o conteúdo, enquanto esse mesmo Mapa servirá como material de estudo para ela em próximas ocasiões, não havendo mais a necessidade de recorrer a leitura de todo o material. Outra vantagem é a facilidade com que ela vai memorizar os conteúdos, pois ao utilizar as palavras e os desenhos coloridos para representá-los, estará utilizando todo seu potencial cerebral, ou seja, o hemisfério cerebral esquerdo estimulado pelas palavras (forma linear) e o hemisfério cerebral direito estimulado pelos desenhos e cores. Essa é talvez, a maior diferença das pessoas geniais, elas usam todo o seu potencial, e não apenas a metade dele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Pense agora a respeito dos valiosos dados colhidos numa pesquisa realizada ao longo de mais de vinte e cinco anos por cientistas do comportamento da Utah University. Testes de criatividade realizados pelo Dr. Calvin Taylor, apresentados no livro do Dr. George Land (&#8220;Ponto de Ruptura e Transformação&#8221;), indicam uma realidade impressionante: oito tipos de testes de criatividade aplicados num universo de aproximadamente mil e seiscentos indivíduos avaliados em diferentes fases da vida evidenciaram o seguinte: 98% de um grupo de crianças comuns, cuja idade se situava entre três e cinco anos, apresentaram desempenho de criatividade correspondente à genialidade; posteriormente, 32% das crianças, entre oito e dez anos, possuíam grau de gênio; apenas 10%, entre treze e quinze anos, ainda permaneciam &#8220;gênios&#8221;; e, finalmente, restaram apenas 2% dos jovens adultos acima de vinte e cinco anos com essas competências. Seriam esses dados as evidências que precisamos para projetar uma nova escola?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Agora vamos dar um exemplo prático de como você pode estudar com a criança de forma divertida e muito mais efetiva. Nesse exemplo vou utilizar um item bem simples do estudo da nossa gramática &#8211; vozes verbais. E passo a passo, vamos montar um estudo atraente para a criança, baseado no Mapa Mental:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">verifique qual a matéria ou conceito a ser estudado pela criança. No nosso exemplo, as vozes verbais da Gramática Portuguesa, que são: voz ativa, voz passiva (sintética e analítica) e voz reflexiva (reflexiva e reflexiva recíproca);</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">com uma simples passada de olhos pelo livro de gramática você já percebe quais são as palavras chaves que a criança deve aprender, e o que elas representam &#8211; dê atenção especial aos negritos, subtítulos e títulos, pois normalmente eles servem para destacar informações;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">sem ler ou explicar previamente a matéria contida no livro de gramática, convide a criança a fazer um desenho, ou encontrar uma figura que represente cada uma dessas palavras: &#8220;vozes&#8221;, &#8220;verbais&#8221;, &#8220;ativa&#8221;, &#8220;passiva&#8221; e assim por diante &#8211; se necessário, explique-lhe o significado das palavras utilizando analogias e metáforas (outro importante recurso de ensino muitas vezes esquecido);</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">a criança utilizando-se dos lápis e canetas coloridos desenha o que lhe vem à mente, como já explicamos um pouco antes;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">quando já tiverem alguns desenhos ou gravuras, podem iniciar a confecção do Mapa, pegando uma folha de papel branco de tamanho grande, utilizando-a na horizontal, na qual a criança escreverá bem no centro, com poucas palavras o tema do estudo &#8211; no nosso exemplo ela escreverá &#8220;vozes verbais&#8221;, depois ela desenhará ou colará, bem próxima a essas palavras, o que ela havia criado antes. Para que palavras e desenhos mostrem que são um conjunto de informações a criança ainda pode envolver esses desenhos e palavras com um círculo, ou com o desenho de uma nuvem, ou ainda um quadrado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">com um pouco de explicação ou recordação do que a criança já aprendeu na sala de aula, o adulto pode lembrá-la que as vozes verbais estão dividas em três grupos, e propor que sejam colocadas no Mapa. Para isso a criança desenha três linhas grossas que saem do centro (tema), e em cima de cada linha coloca a palavra que representa cada uma das três divisões. Em seguida ela completa com os desenhos ou figuras para cada palavra, que já fez previamente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">A divisão principal do Mapa Mental então está pronta, agora vamos para subdivisões, procedendo da mesma forma, incluir duas linhas ligadas à linha onde está escrito &#8220;passiva&#8221;, de forma que possa incluir suas subdivisões: sintética e analítica. Ela deve fazer o mesmo para &#8220;reflexiva&#8221;;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Quando a estrutura toda do Mapa estiver pronta, então você pode brincar um pouco com a criança com os exemplos, fazendo como um teatro, de forma divertida onde ela possa participar repetindo ou falando o contra-exemplo daquilo que você fala. Por exemplo: na voz ativa &#8220;Eu mordo a sua bochecha&#8221;, se ela revidar, ai vem o exemplo da passiva &#8220;Minha bochecha foi mordida por um tigre feroz&#8221;, e assim por diante. Note que algumas crianças fixam ainda mais as memórias caso sua motricidade ou suas sensações sejam também estimuladas, assim, ao expressar que morde a sua bochecha, por que não brincar de morde-la ao mesmo tempo? Assim que perceber que a criança já falou frases que contenham os três tipos de vozes verbais, então solicite para ela escrever as frases em papeizinhos coloridos e recortados em diferentes formatos (oval, nuvem, retângulo, etc) &#8211; &#8220;post it&#8221; podem ajudar bastante nesse momento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Volte para o Mapa e explique onde colocar cada uma das frases dos papeizinhos, que são os exemplos das vozes verbais. Onde se encaixam no Mapa Mental. Ao mesmo tempo providencie que sejam colocados ou colados pela criança na divisão onde devem estar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Agora veja tudo isso depois de pronto como ficaria em um Mapa Mental:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify"><img title="mmbrinccrianca" src="http://www.universodainteligencia.com.br/uploads/img488a54b445f81.jpg" alt="mmbrinccrianca" width="316" height="224" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Legal não é mesmo? Está achando divertido e colorido? Imagine então uma criança o que vai achar! Ela não vai nem perceber que estudou durante esse tempo, pois para ela vocês estavam brincando. Além de obter um rendimento de estudo muito melhor para ela, você será a pessoa mais querida e requisitada para ajudar nos deveres de casa &#8211; em breve ela saberá fazer isso tudo com autonomia, enquanto transforma o seu estudo numa oportunidade de prática de várias formas de representar a linguagem que lhe serão extremamente úteis no futuro!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Note que qualquer matéria pode ser estudada com Mapas Mentais, que comprovadamente é uma &#8220;ferramenta&#8221; poderosa para qualquer tipo de pessoa, não só crianças, como já mencionado. Só para você ter uma idéia do poder dessa ferramenta chamada Mapas Mentais, atualmente ela vem sendo utilizada como auxiliar no estudo para crianças com dislexia, com resultados maravilhosos. Se você quiser ler mais sobre isso visite o site da BBC News e leia uma matéria datada de 14/Abril/2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Experimente transformar os deveres de casa em atividades motivantes, divirta-se e depois conte-nos os resultados!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Se quiser poderá nos enviar cópias dos Mapas Mentais que construir junto com suas crianças, pois assim poderemos incluí-los em nosso arquivo, e eventualmente publicá-los no site, como exemplos para outros tantos pais, tios, tias, avós que poderão motivar-se a transformar o momento do dever de casa divertido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p align="justify">Mesmo que você tenha estacionado seus dons artísticos naqueles desenhos de sóis, pássaros e casinhas no campo, sem perspectiva ou profundidade, não se lembrando de como combinar melhor as cores, saiba que tais estratégias de expressão podem ser desenvolvidas a partir de onde você parou. Quer você decida ou não buscar o desenvolvimento de tais estratégias mentais a partir de agora, é importante que você tenha em mente que poderá proporcionar aos seus alunos ou filhos uma vida escolar mais produtiva e de menor esforço em decorar ou memorizar os conteúdos, pois, como adultos sabemos que a maior parte deles pouco nos serviram, exceto como informações que, muitas delas, já não correspondem mais à realidade.</p>
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		<title>ENTREVISTA COM HOWARD GARDNER</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista, o psicólogo Howard Gardner, professor da Universidade Harvard, fala sobre uma nova etapa em seu currículo. Ele escreveu 20 livros traduzidos em 23 idiomas. Treinado como neuropsicólogo, começou a carreira estudando as fases do aprendizado infantil e os reflexos na inteligência de adultos com lesões cerebrais. Agora se afasta da psicologia para ensaiar a formulação de políticas &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=79">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>Em entrevista, o psicólogo Howard Gardner, professor da Universidade Harvard, fala sobre uma nova etapa em seu currículo. Ele escreveu 20 livros traduzidos em 23 idiomas. Treinado como neuropsicólogo, começou a carreira estudando as fases do aprendizado infantil e os reflexos na inteligência de adultos com lesões cerebrais. Agora se afasta da psicologia para ensaiar a formulação de políticas educacionais e sociais.</div>
<div><span id="more-79"></span></div>
</div>
<div>
<div>
<p align="center"><span style="font-size: x-small;"><strong>Howard Gardner fala sobre a Mente Sintetizadora</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O pensador que mais brilhou no exclusivo seminário do Fórum Econômico Mundial sobre Idéias Inovadoras, realizado em Genebra e depois em Davos, no ano passado, foi o psicólogo Howard Gardner. Ele foi o destaque da 6ª lista anual organizada pela Harvard Business Review e falou sobre a Mente Sintetizadora, que a revista considerou &#8220;a mais importante idéia única emergente&#8221; como traço de personalidade e formação para futuros líderes.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner, que é professor de Educação e co-diretor do Projeto Zero, no Harvard Graduate School of Education, professor adjunto de Neurologia na Boston University School of Medicine e ganhador do Mac Arthur Prize Fellowship em 1981, escreveu 20 livros traduzidos em 23 idiomas. Treinado como neuropsicólogo, começou a carreira estudando as fases do aprendizado infantil e os reflexos na inteligência de adultos com lesões cerebrais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Mas em Davos, esse educador consagrado foi promovido a pensador indispensável também na área dos negócios, gestão de empresas e governança.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Ao contrário de teóricos que emergem da obscuridade enunciando palavras e modismos de vida curta, Gardner vem de uma longa e sólida carreira que começou com a derrubada de um dogma quase secular de gestão de recursos humanos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">O alvo de sua iniciação foi o conceito de Quociente de Inteligência, o QI, que assombrou a educação e a vida profissional de centenas de milhões de pessoas desde que foi introduzido no início do século passado. Baseado na idéia de que existe uma inteligência genérica e única mensurável por meio de testes, o QI condenou prematuramente muita gente talentosa.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Em 1983, Gardner desamarrou essa camisa de força da educação e da avaliação profissional com um livro que já entrou para o rol das obras clássicas na área. Com Estruturas da Mente ( Editora ArtMed, R$39,20), Gardner enumera nada menos que oito ou nove delas &#8211; ou 8 e ½, como ele gosta de contar, lembrando o clássico filme de Federico Fellini. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Além dos talentos tradicionais, como o raciocínio lógico matemático e o lingüístico, Gardner agregou as habilidades para tarefas especiais, musicais (ele é pianista também), interpessoais, intrapessoais, físico-cinestésicas (como a dança), naturalistas e existenciais. A inteligência deixou de ser uma coisa em si para ser concebida mais como um potencial para diversos tipos de exigências profissionais e sociais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Agora, como explicou em entrevista por e-mail a Época NEGÓCIOS, Gardner parte para uma nova etapa em seu currículo. Com o livro Cinco Mentes para o Futuro, com lançamento previsto para março de 2007 pela editora ArtMed, ele se afasta da psicologia para ensaiar a formulação de políticas educacionais e sociais. Também deixa em segundo plano a preocupação com inteligências para destacar o papel das mentes, ou modos de pensar.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Não é uma lista científica, como ele próprio explica na entrevista. As cinco mentes não são como tijolos básicos que podem ser agrupados para compor algum todo orgânico, mas sim observações empíricas sobre as qualidades que mais serão valorizadas e úteis no futuro imediato.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A primeira dessas mentes é a sintetizadora, que domina várias disciplinas e sabe separar o útil e relevante na enxurrada de informações da era moderna. Se poucas décadas atrás a quantidade de informações era um trunfo essencial, agora, com a internet e a proliferação das fontes, se tornou um problema. É essa habilidade que o prêmio Nobel de física Murray Gell-Man, o teórico que criou os quarks, constituintes fundamentais da matéria, considera a mais importante no futuro.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">A mente disciplinaria deve dominar as ciências, história, filosofia e literatura. O dono desse talento não precisa ser um gênio em muitas áreas, mas deve ser capaz de pensar como um especialista. A criativa é a que materializa a tradicional busca pela inovação, seja na arte, na ciência a na tecnologia ou na política, como fizeram Einstein e Mozart, por exemplo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Finalmente, Gardner aponta duas habilidades que normalmente não são associadas a um know-how, mas sim a virtudes morais: a mente ética e a respeitosa.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Num mundo globalizado, onde as visões culturais separadas pela história entram em choque, o cultivo da mente respeitosa é essencial para evitar que a civilização naufrague em guerras e impasses preconceituosos. Na empresa, a mente respeitosa cuida para que o ambiente interno da firma supere o inferno da concorrência desenfreada e danosa. A mente ética deve zelar pela distinção entre o certo e o errado, separação cada vez mais nebulosa num mundo cada vez mais movido pelo cinismo e pela busca de resultados a qualquer preço.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Como Gardner ressalta na entrevista abaixo, a idéia é que a educação e as práticas sociais e corporativas cultivem essas cinco habilidades. A escola, ressalta, não é mais o único ambiente para a formação, mas deve prosseguir por toda vida, nos seminários, cursos e contatos pessoais. E, segundo ele, o grande desafio é conciliar esses talentos. Afinal, alerta ele para as armadilhas das psicologias baratas de auto-ajuda, os excessos das mentes disciplinaria e a sintetizadora podem facilmente sufocar a criatividade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Pior: ele explica no livro que qualquer área do conhecimento que seja bem entendida logo será automatizada e transformada numa espécie de commodity. Desenvolver um mix consistente de pluralidade que permita uma espécie de sinergia será o grande prêmio do futuro imediato, tanto na vida pessoal quanto na governança e nos negócios.</span></p>
<p align="justify"><strong><span style="font-size: x-small;">Entrevista </span></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>Época NEGÓCIOS &#8211; Atualmente, qual a melhor combinação de mentes para os negócios?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Howard Gardner -Os cinco tipos de mentes descritos em meu livro são os mais importantes para os negócios hoje e no futuro. Não acho apropriado hierarquizá-los. Mas quero ressaltar que, às vezes, aparecem tensões entre os tipos de mentes. Por exemplo, a mente respeitosa conflita com a mente criativa ou com a mente ética. Por causa disso, é um desafio real sintetizar e integrar os cinco tipos de mentes.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Seu novo livro Cinco Mentes para o Futuro é uma mudança de rota na sua obra?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Tenho escrito como psicólogo sobre como a mente funciona. Agora escrevo como formulador de políticas. Quer dizer, sobre que tipos de mentes devemos desenvolver no futuro se quisermos que as sociedades sobrevivam e prosperem.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Até agora, o Senhor tem escrito sobre os oito ou nove tipos de inteligência, mas agora fala em cinco tipos de mentes. Por que mentes em vez de inteligências?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; As discussões sobre inteligências são sobre como a mente é organizada e como ela se desenvolveu. Venho escrevendo sobre inteligências como psicólogo. Agora uso o termo mente para designar tipos de capacidades que imagino que nós precisamos desenvolver nos jovens e trabalhadores. Escrevo sobre cinco tipos de mentes como formulador de políticas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Que exemplos de pessoas reais o Senhor associa aos cinco tipos de mentes descritos no seu livro? </em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Um exemplo da mente disciplinária é o pianista Vladimir Horowitz, por sua excelência técnica. Já o biólogo e paleontólogo Stephen Jay Gould era uma mente sintetizadora. A escritora Virginia Woolf era uma mente criativa. O presidente Jimmy Carter é uma mente respeitosa. Finalmente, Nelson Mandela é uma mente ética.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Outro exemplo de mente sintetizadora que o Senhor cita como uma das melhores de todos os tempos, Charles Darwin, está sob ataque especialmente nos Estados Unidos por causa da Teoria da Evolução. Como o Senhor vê isso?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Quase todos os cientistas ou leigos instruídos nos Estados Unidos aceitam Darwin e a psicologia evolucionária. Mas temos fortes grupos religiosos fundamentalistas e evangélicos que somam quase a quarta parte da população. Por razões religiosas, eles aceitam a versão literal da Bíblia e, portanto, rejeitam a Teoria da Evolução. Isso é lamentável. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Existe algum tipo de mente ou inteligência intrinsecamente má?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Todo tipo de inteligência pode ser usada tanto para o bem como para o mal. Tanto Nelson Mandela como Slobodan Milosevic são exemplos de inteligência interpessoal. Eles apenas fazem usos opostos desses talentos. Os três tipos de mentes &#8211; a disciplinária, a criativa e a sintetizadora &#8211; podem estar a serviços do bem ou do mal. Osama Bin Laden provavelmente é muito bom nesses três tipos de mente. Mas as mentes éticas e respeitosas são inerentemente benignas. Pessoas que não as têm são desrespeitosas e antiéticas. Pessoas preconceituosas são desrespeitosas. Profissionais fraudulentos são antiéticos. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Os sistemas de taxonomia ou de classificações da ciência em geral fazem divisões em categorias excludentes. Se uma classe pode ser reduzida a outra ela não é independente. O Senhor pensa que suas divisões de mentes e inteligências cumprem essas exigências? </em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Minha lista de inteligências representa o que acho ser minha melhor descrição da mente humana. Cada uma das inteligências certamente têm sub-componentes, mas mantenho minha lista. Os cinco tipos de mentes não representam qualquer tipo de hipótese científica. É apenas uma lista de tipos de capacidades mentais que precisamos para desenvolver no futuro. É claro que elas podem ser expressas de outros modos ou agrupadas de outras maneiras.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Como o Senhor trabalha para compor e desenvolver novas idéias? Observando pessoas, fazendo perguntas, por introspecção? Que tipo de pesquisas o Senhor faz?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Sou um sintetizador, um pensador deliberadamente interdisciplinar. Faço pesquisas empíricas. A idéia das mentes respeitosas e ética vieram do Projeto GoodWork (goodworkproject.org), um estudo em larga escala de 1.200 profissionais em nove ocupações diferentes. Mas a maior parte do meu trabalho vem de leituras amplas, conversas com pessoas, visitas a outros países, participando de encontros e seminários e refletindo muito sobre tudo que ouço e vejo. Também me beneficio de boas críticas de colegas e da minha família.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; O Senhor também usa estudos sobre o desenvolvimento da inteligência infantil ou dos efeitos na inteligência causados por lesões cerebrais, como faz seu amigo, o neurocientista António Damásio?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; Meus estudos sobre inteligência se fundamentaram, como você disse, em estudos empíricos com crianças e adultos com lesões cerebrais. Não trabalho mais com adultos com danos cerebrais, mas por coincidência passei os últimos três dias com o António e a Hanna Damásio e aprendi bastante com as últimas pesquisas deles sobre as capacidades morais, sociais de emocionais do cérebro. Atualmente faço estudos em larga escala do sentido da verdade, na ética das crianças nas novas mídias digitais. Isso vai alimentar uma obra futura que estou preparando.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;"><em>NEGÓCIOS &#8211; Como o Senhor avalia o uso de novas instrumentações como os tomógrafos computadorizados na pesquisa da mente e da inteligência?</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: x-small;">Gardner &#8211; As novas tecnologias de imagens digitalizadas vão afinar nosso entendimento das capacidades mentais, incluindo as várias inteligências. Pessoalmente, não faço esses estudos e pesquisas, mas acompanho esses resultados regular e cuidadosamente, como fiz nesse fim de semana conversando com António Damásio e outros neurocientistas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: xx-small;">FLÁVIO DE CARVALHO SERPA &#8211; Revista Época Negócios &#8211; Edição 2 &#8211; Abril de 2007       </span><span style="font-size: xx-small;">Disponível em<a href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/1" target="_blank">http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/1</a>,,EDG76947-8383,00.html</span></p>
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		<title>MAPAS MENTAIS</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>IDPH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas para Inteligência]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinopse Um rápido texto de apresentação de uma das mais poderosas &#8220;ferramentas&#8221; de aprendizado, memorização, organização e síntese de informações. Contexto Quando as tecnologias de educação e de aprendizagem se equipararem ao grau de desenvolvimento que as tecnologias científicas e industriais tais como: eletrônica, micromecânica, genética, químico-farmacêutica, entre outras, será possível a qualquer ser humano &#8230; <a class="read-excerpt" href="http://www.universodainteligencia.com.br/?p=77">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; font-size: small;">Sinopse</span></div>
</div>
<div>
<div>
<p>Um rápido texto de apresentação de uma das mais poderosas &#8220;ferramentas&#8221; de aprendizado, memorização, organização e síntese de informações.</p>
<p><span id="more-77"></span></p>
<h3><span style="font-size: small;">Contexto</span></h3>
<p>Quando as tecnologias de educação e de aprendizagem se equipararem ao grau de desenvolvimento que as tecnologias científicas e industriais tais como: eletrônica, micromecânica, genética, químico-farmacêutica, entre outras, será possível a qualquer ser humano aprender mais rapidamente que os superdotados atuais, isto é, crianças que já aos doze ou treze anos de idade freqüentam a universidade!</p>
<h3 align="center"><span style="font-size: small;">MAPAS MENTAIS</span></h3>
<h3><span style="font-size: x-small;">Qual será a diferença que faz a diferença?</span></h3>
<p>Alguma vez você já parou para observar o desempenho de alunos que estudam, estudam e conseguem apenas notas regulares ou fracas? E na contra partida outros alunos que com muito menos esforço conseguem se destacar nos estudos, tirando excelentes notas?</p>
<p>Pois é, se você já fez esse tipo de observação deve ter chegado à conclusão óbvia que nem sempre o desempenho está condicionado ao tempo de dedicação, e deve ter se perguntado: o que funciona de forma diferente entre esses alunos?</p>
<p>Você ainda pode ter usado esse mesmo raciocínio para comparar pessoas que se destacam brilhantemente em suas profissões, enquanto outras ficam estagnadas no &#8220;comum&#8221;, e mais uma vez se perguntou: o que será que elas têm de diferente?</p>
<p>Impulsionados por dúvidas semelhantes, vários pesquisadores, no mundo todo, começaram a estudar o comportamento dessas talentosas pessoas, e o resultado de seus estudos e pesquisas os levou a desvendar os caminhos ou estratégias de funcionamento que tais pessoas utilizam.</p>
<p>Uma vez conhecendo os caminhos ou estratégias de funcionamento, os pesquisadores começaram a desenvolver modelos de funcionamento, e com base neles criaram &#8220;ferramentas&#8221; que pudessem ser usadas por todos, de forma a desenvolverem novos caminhos de aprendizagem e busca de excelência, apropriados para esse mundo em que vivemos da conquista do espaço sideral e do átomo. E assim, proporcionando meios a todos que quisessem aprender como trilhar os mesmos caminhos ou usar as mesmas estratégias que os &#8220;talentosos&#8221; já utilizavam natural e inconscientemente.</p>
<p>A aplicação de tais &#8220;ferramentas&#8221; acabou comprovando aquilo que os pesquisadores desejavam mostrar, pois as pessoas que se utilizavam delas obtinham excelentes resultados, provando com isso, que não existe pessoa mais inteligente ou pessoa menos inteligente, tudo é uma questão de técnica e de estratégia.</p>
<p>Atualmente podemos afirmar que só não aprende quem não quer, pois existem técnicas e &#8220;ferramentas&#8221; para desenvolver quase todos os tipos de habilidade ou inteligência, basta buscar por elas.</p>
<p>Falando um pouco sobre inteligência, o psicólogo americano Howard Gardner, da Universidade de Harvard, catalogou em suas pesquisas que temos nove tipos de inteligência: verbal-lingüística, lógico-matemática, corporal-cinestésica, musical, visual-espacial, intrapessoal, interpessoal, naturalista e espiritual-existencial. E que as pessoas que mais se destacam, conseguem mantê-las em desenvolvimento e ao mesmo tempo em harmonia.</p>
<p>Se observarmos essas inteligências separadamente, notaremos que algumas estão ligadas ao funcionamento do lado esquerdo do cérebro, enquanto que outras estão associadas ao lado direito do cérebro. Esse é um modelo de funcionamento cerebral que também foi adotado e estudado pelos pesquisadores mencionados acima, que divide o funcionamento do cérebro em dois hemisférios, direito e esquerdo, onde cada um teria funções específicas.</p>
<p>O lado esquerdo seria responsável pelo racional, portanto, apreende e decide qualquer situação de maneira lógica e em ordem seqüencial, cronológica, analisando e avaliando parte por parte, ou seja, em detalhes. Sendo o local do pensamento concreto e da linguagem, este hemisfério processa palavras, letras, números, códigos, cifras e enxerga tudo em preto e branco.</p>
<p>Já o hemisfério direito seria responsável pelo emocional, que identifica as sensações e sentimentos, sendo o lado da intuição, que vê cores, imagens, percebe ritmos, melodias e músicas. Conseguindo examinar a relação entre as partes numa visão global e holística, fazendo abstrações, vendo grandes imagens e suas várias associações.</p>
<p>A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi que para se ter melhor desempenho, o caminho era utilizar a maior parte possível do potencial do cérebro e, a melhor forma, seria integrando as capacidades dos dois hemisférios.</p>
<p>Foi nessa linha de pensamento que surgiram as mais poderosas ferramentas de auxílio na aprendizagem. Algumas delas são: PNL (Programação Neurolingüística) dos pesquisadores americanos John Grinder e Richard Bandler, Sugestologia do búlgaro Georgi Lozanov, Mapa Mental do inglês Tony Buzan, PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) desenvolvido pelo romeno Dr. R. Feuerstein.</p>
<p>Essas técnicas e &#8220;ferramentas&#8221; são extremamente poderosas, cada uma com seu objetivo particular, porém, entre elas o Mapa Mental é uma das mais simples de ser aprendida e conseqüentemente divulgada. Proporciona resultados maravilhosos no desempenho de alunos que passaram a utilizá-la como instrumento de estudo.</p>
<p>Se levarmos em conta que 90% da informação está contida em apenas 10% das palavras de um texto, entenderemos porque o Mapa Mental é tão eficiente como ferramenta de aprendizagem, contribuindo sensivelmente para a melhora da compreensão e da memorização, além da economia de tempo despendido para estudo, que pode ser reduzido em até 75%.</p>
<p>O Mapa Mental surgiu a partir de observações de seu criador Tony Buzan sobre os comportamentos de alunos ou colegas de estudo que obtinham bons resultados utilizando estratégias de trabalho e de anotação diferenciadas. Constatou ainda que obtinham um bom desempenho sem despender muito tempo de preparo e, ao analisar cuidadosamente como faziam isso, notou que se utilizavam muito de desenhos, cores, ilustrações, símbolos e setas, além de marcarem as palavras chaves dos textos de estudo com canetas coloridas.</p>
<p>Em resumo o que faziam era sinalizar de forma bastante atrativa e destacada os pontos importantes de um texto de estudo, exatamente como vemos em um mapa de uma cidade elaborado para os turistas, onde todos os pontos de visitação estão destacados e ordenados para que se organizem e se localizem durante sua visita. Revelando como a cidade funciona no todo e como os pontos podem ser interligados entre si.</p>
<p>Porque o Mapa Mental funciona? Você já deve ter visto, ou mesmo elaborado, resumos em forma de esquema, pois então, o Mapa Mental tem o mesmo princípio, sendo diferente no formato (teia ou radial divergente) e usando poucas palavras, mas, com muitas imagens e cores, promove a integração de operação dos dois hemisférios cerebrais.</p>
<p>O formato de teia de um Mapa Mental tem uma estrutura muito forte por causa das vinculações, é como podemos ver na teia da aranha, quando um fio da teia está solto é vulnerável e frágil, enquanto que ligado a ela, se beneficia do apoio da estrutura toda e ajuda a fortalece-la. Também podemos sentir a força e a importância das vinculações ainda neste exemplo, quando observamos a teia da aranha ser atingida por algum objeto em um ponto específico &#8211; toda a estrutura se abala, fazendo com que a perturbação chegue até a aranha que normalmente está no centro.</p>
<p>Enfim o Mapa Mental é uma ferramenta poderosa de anotação de informações de forma não linear, ou seja, elaborado em forma de teia, onde a idéia principal é colocada no centro de uma folha de papel branco (sem pautas), usada na horizontal para proporcionar maior visibilidade, sendo que as idéias são descritas apenas com palavras chaves e ilustradas com imagens, ícones e com muitas cores. Uma outra analogia muito interessante para compreendermos o Mapa Mental é o crescimento estruturado de uma árvore e seus galhos. Do centro divergem troncos principais abrindo cada tópico do assunto principal, e de cada um deles, saem galhos menores com os detalhes explicativos.</p>
<p>Assim desenhado, um Mapa Mental está organizando e hierarquizando os tópicos de um assunto, ao mesmo tempo em que sintetiza, fornecendo a visão global, mostra os detalhes e as interligações do assunto e, por fim, com a utilização das figuras e cores, promove a memorização das informações ao estimular ambos hemisférios cerebrais. Sendo uma &#8220;ferramenta&#8221; muito útil para várias aplicações, tais como: anotações de aulas, resumo de livros, planejamento de eventos ou palestras, entre outros.</p>
<p>É muito divertido e fácil fazer um Mapa Mental. Mesmo que você dedique um pouco mais de tempo na elaboração dele, terá uma economia bastante considerável quando for o momento de estudar e memorizar as informações.</p>
<p>Agora você já sabe qual é uma das diferenças que fazem uma grande diferença, então, se sua estratégia pessoal de estudo ou de organização do trabalho não estão dando o resultado que você gostaria, mude, procure novos caminhos.</p>
<p>Um desses caminhos pode ser o Mapa Mental. Sendo que agora você já possui as dicas de como fazer um&#8230; Portanto, mãos a obra, experimente! E lembre-se sempre: só não aprende quem não quer!</p>
<h3><span style="font-size: small;">Conclusão</span></h3>
<p>Desde que não recebemos um manual de instruções de como funciona a milagrosa &#8220;máquina&#8221; humana, resta-nos a benção de aprender! Mas com quem devemos aprender? Com aqueles que demonstram na prática que seus funcionamentos lhes garantem melhores resultados. Quando disserem que uma pessoa é mais hábil que outra, saiba que a principal diferença não está na &#8220;máquina&#8221; humana dessa pessoa, mas sim no &#8220;programa&#8221; (&#8220;software&#8221;) que ela está utilizando: portanto, trate de atualizar seus programas para obter resultados compatíveis com aqueles que observa serem melhores que os seus!</p>
<h3><span style="font-size: small;">Exemplo de Mapa Mental</span></h3>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td valign="top">Autora: Viviani Bovo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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